quinta-feira, 30 de junho de 2011

Usar maconha antes dos 15 anos reduz memória em até 30%

O uso de maconha antes dos 15 anos --quando o cérebro ainda está em processo de amadurecimento- prejudica a capacidade de recuperar as informações, reduzindo a memória dos usuários em até 30%.
Os danos são proporcionais à quantidade de droga usada: quanto mais se fuma, maiores são os estragos. E eles persistem mesmo se houver um período de abstinência de um mês.
Os resultados são de uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo apresentada no 7º Congresso Anual de Cérebro, Comportamento e Emoções, em Gramado (RS).
"Os usuários precoces têm resultados significativamente inferiores também em outras áreas, como a capacidade de controlar seus impulsos", diz a neuropsicóloga Maria Alice Fontes, uma das autoras do trabalho.
Se o uso se inicia após os 15 anos, no entanto, as chances de prejuízo nessas funções diminui.
"Não é que seja o consumo da maconha fique seguro, longe disso. Mas ele se torna menos nocivo, porque o cérebro já passou dessa etapa de desenvolvimento", afirmou a pesquisadora.
O estudo foi publicado na última edição do "The British Journal of Psychiatry".


Comentário: Esse estudo mostra que os jovens menores de 15 anos que usam maconha podem ter prejuízos maior em alguma funções cerebrais e mais dificuldades para controlar seus impulsos, do que uma pessoa maio do que 15 anos. Assim como a quantidade de maconha usada, que também define o tamanho dos estragos causados. Quantos mais estudos relacionados a isso tiver, mais os jovens se darão conta de como usar a droga só o prejudicará.

Proteína do olho humano age como 'bússola', sugere estudo

Um estudo realizado por cientistas nos Estados Unidos sugere que uma proteína presente no olho humano pode atuar como uma "bússola" que ajuda as pessoas a se orientarem em relação ao campo magnético da Terra.
No experimento, os pesquisadores da Universidade de Massachusetts (EUA) retiraram de moscas Drosophila melanogaster proteínas chamadas criptocromos, que cientistas já haviam associado à sensibilidade que a mosca e outros animais --como aves migratórias-- têm ao campo magnético terrestre.
Sem as proteínas, as drosófilas não manifestam a habilidade de navegação com base no campo magnético. Mas elas voltaram a ter essa capacidade quando receberam as proteínas retiradas do olho humano.
A pesquisa, liderada pelo cientista Steven Reppert e divulgada na publicação científica "Nature Communications", reacende a discussão. Os humanos, assim como moscas e aves migratórias, também são sensíveis ao campo magnético da Terra no que se refere à orientação.
BÚSSOLA HUMANA
As proteínas criptocromo estão presentes, em uma de suas duas variedades principais em cada animal do planeta: a criptocromo-1, produzida pela Drosophila melanogaster e a criptocromo-2, pelos humanos. Uma de suas funções é relacionada ao chamado "relógio biológico" humano e de outras espécies.
Também já era conhecida a faculdade da proteína de regular a orientação de animais. A grande descoberta da pesquisa atual é que essa proteína presente nos humanos cumpriu a mesma função quando transplantada nas moscas.
Nos anos 1980, um estudo do cientista Robin Baker, da Universidade de Manchester, na Inglaterra, concluiu por meio de experimentos com milhares de voluntários que os humanos são, sim, sensíveis ao campo magnético da Terra.
O mecanismo que define essa sensibilidade e permite a orientação nunca foi, no entanto, descoberto. Nos anos seguintes, outros pesquisadores repetiram os experimentos, mas chegaram a conclusões contraditórias.
Ainda que já se saiba que a proteína criptocromo está por trás do senso de orientação em animais, ainda não se conhece o seu mecanismo exato de funcionamento.
Segundo Steven Reppert, a dificuldade maior em provar que os seres humanos também têm sensibilidade aos campos magnéticos do planeta é que nós não nos darmos conta se isso acontece ou não.
"Eu ficaria muito surpreso se não tivermos esse sentido [sensibilidade ao campos magnéticos da Terra]", diz o cientista. "Ele ocorre em vários outros animais. Acho que a questão é mostrar como usamos isso."


Comentário: Esse estudo sugere que o olho humano recebe uma proteína que possibilita o uso como se fosse uma bússola, permitindo o ser humano a se orientar.

EUA testam células-tronco em humanos para tratar cegueira

Um total de 24 pacientes se inscreveram para se submeter aos primeiros testes clínicos para tratar dois tipos de cegueira com células-tronco, anunciou a companhia ACT (Advance Cell Technology) de Massachusetts.
A FDA (agência de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos) deu luz verde há alguns meses para iniciar os testes clínicos que tratarão uma forma de cegueira juvenil conhecida como doença de Stargardt, além da perda da visão por degeneração macular relacionada com a idade, uma das principais causas de cegueira em maiores de 50 anos.
Agora que os primeiros pacientes se inscreveram, os testes começarão "em um futuro muito próximo", disse um porta-voz da ACT.
"Estes testes marcam um passo significativo para um dos campos menos desenvolvidos e mais necessitados do nosso tempo, o tratamento de uma forma até agora incurável de cegueira e para as formas comuns de cegueira", disse o líder das pesquisas, Steven Schwartz, da Universidade da Califórnia.
As células-tronco embrionárias são células mestras do corpo, capazes de gerar todos os tecidos e órgãos. Seu uso é controvertido porque muitas pessoas se opõem à destruição de embriões.


Comentário: O aprofundamento nas pesquisas das células tronco é um passo muito importante para a ciência, pois se os testes derem certos, muitas pessoas que tem problemas, antes considerados incuráveis, agora tem um chance de recuperação. O tratamento da cegueira é um exemplo disso.

Curativo inteligente muda de cor de acordo com estado da ferida

Uma pesquisadora australiana trabalha em um "curativo inteligente" para o tratamento de algumas doenças, como úlcera de perna. O material tem a cor alterada de acordo com o estado das feridas.
"O que estou desenvolvendo é um curativo que muda de cor em resposta às mudanças de temperatura da ferida", explicou Louise van der Werff à rádio ABC.
"Se alguém tem uma infecção ou inflamação, é provável que a temperatura da região aumente", afirmou a pesquisadora da Universidade de Monash, na Austrália.
Se, por outro lado, a temperatura diminuir, é possível que exista outro tipo de problema como, por exemplo, no fornecimento de sangue ao tecido da ferida.
Espera-se que esta descoberta melhore a qualidade de vida dos doentes, principalmente idosos, diabéticos e pessoas obesas com feridas crônicas como úlceras de perna.
"As feridas de alguns pacientes demoram [em muitos casos] seis meses para serem curada porque as infecções recorrentes não são identificadas a tempo", ressaltou.
Para produzir este curativo, a pesquisadora australiana busca incorporar na fibra do material uma molécula que muda de cor, podendo ficar vermelho, verde ou azul.
O curativo inteligente pode reduzir em cerca de US$ 500 milhões o custo do tratamento de feridas crônicas na Austrália porque facilita o diagnóstico do estado das lesões.


Comentário: Esse curativo que muda de cor dependendo do estado da ferida(mais avançado ou em melhor estado), possibilita uma possível cura mais rápido para certos problemas, como úlceras de perna. Também deixa o tratamento mais barato, pois facilita o diagnóstico. 

Cientistas descobrem como pinguins mantêm calor em grupos

Uma equipe internacional de cientistas desvendou o mistério de como os pinguins aguentam o frio quando estão agrupados.
Um vídeo gravado no inverno na Antártida capturou durante várias horas a movimentação em ondas de uma colônia de pinguins.
Ao acelerar as imagens, os cientistas descobriram que os animais se deslocam de forma quase imperceptível pelo grupo, para que aqueles da ponta possam também se esquentar.
O estudo foi publicado na revista especializada "PlosOne".

REVEZAMENTO
Os pinguins-imperadores conseguem sobreviver ao inverno formando conglomerados, e os cientistas sempre se perguntaram como os das pontas do grupo se mantinham quente como os do centro.
"Os pinguins precisam se agrupar, ou então perdem energia. Se o grupo for muito solto, os pinguins congelam. Mas se o grupo for muito apertado, eles não conseguem se mover", disse o líder da pesquisa Daniel Zitterbart, da Universidade de Erlangen-Nuremberg, na Alemanha, à repórter da BBC Rebecca Morelle.
Os pinguins foram filmados em Dronning Maud Land, onde as temperaturas podem cair a menos 45 graus e os ventos chegam a 180 quilômetros por hora.
Neste período, os pinguins-imperadores machos ficam em grupos não apenas para manter o calor, mas também para incubar os ovos, já que as fêmeas vão para o mar nesta época.
As câmeras fizeram imagens da colônia a cada 1.3 segundo durante horas para capturar o movimento.
"A cada 30 ou 60 segundos, um pinguim ou um grupo deles começa a se mover aos poucos", disse Zitterbart.
"Isto faz com que os pinguins que cercam o grupo se movam e, de repente, este deslocamento atravessa a colônia como uma onda."
O movimento coordenado é tão sutil, que é imperceptível a olho nu. Mas, em imagens gravadas em um período mais longo, é possível ver o impacto que causa na estrutura da colônia.
As imagens também revelaram que, enquanto a onda atravessa a frente do grupo, alguns pinguins que estão na área saem da colônia e vão para a parte de trás do agrupamento.
Isto significa que, durante várias horas, os pinguins usam as ondas para percorrer a colônia e ter a chance de dividir um pouco de calor.



Comentário:O grupo de pinguins não fica muito solto para não congelar, nem muito apertado para conseguir se mover. No período de muito frio, os pinguins machos só andam em grupo para manter o calor e incubar os ovos, já que as fêmeas vão para o mar.O movimento coordenado dos pinguins é quase imperceptível, mas tem o resultado desejado.

Borboletas fêmeas fecham asas para evitar sexo, diz estudo

Uma pesquisa japonesa descobriu que as borboletas fêmeas desenvolveram um mecanismo para evitar o assédio sexual dos machos.
Segundo os pesquisadores, as borboletas têm uma forma simples de evitar a atenção indesejada de machos persistentes --elas fecham suas asas.
Ao recolher asas brilhantes e com desenhos chamativos, as fêmeas se tornam menos visíveis para os machos, segundo descrevem os cientistas em um artigo publicado na última edição da revista especializada "Ethology".


O coordenador da pesquisa, Jun-Ya Ide, do Instituto de Tecnologia Kurume, em Fukuoka (Japão), notou que as borboletas da espécie Lycena phlaeas normalmente fechavam as asas quando outras borboletas da mesma espécie estavam voando muito próximas a elas.
"Também descobri que ela fechava as asas com menos frequência quando outras espécies de borboletas estavam voando nas proximidades", disse Ide.
Ele então começou a tentar descobrir por que isso ocorria.
VIRGENS
Segundo Ide, tentativas persistentes de acasalamento por machos podem machucar as delicadas fêmeas. Ele então testou a hipótese de que elas fecham suas asas como uma estratégia para evitar o assédio.
O pesquisador usou um modelo de borboleta macho para gerar a reação nas fêmeas.
"Quando trouxe o modelo de borboleta macho para perto de uma fêmea que já havia copulado, ela normalmente fechava suas asas", disse o pesquisador à BBC.
As fêmeas virgens, por outro lado, mantinham suas asas abertas.
"Concluí que, quando as fêmeas não necessitam mais copular, elas fecham suas asas para se esconder", disse Ide.
No entanto, as fêmeas virgens, que querem copular, "mantêm suas asas abertas para ficarem visíveis".
"O comportamento evoluiu para evitar o assédio sexual", disse.



Comentário: As borboletas que não necessitam mais copular fecham suas asas quando o macho se aproxima, e as borboletas virgens mantêm suas asas abestas para ficarem visíveis.   A pesquisa mostrou que a borboleta fêmea fecha suas asas para evitar o assédio do macho.

Governo lança plano para desassorear 41 km do rio Tietê em SP

O governo de São Paulo vai lançar nesta quinta-feira (26) um plano para o desassoreamento de 41 km do rio Tietê, no trecho entre a barragem da Penha, na zona leste da capital, e o lago da barragem Edgard de Souza, em Santana de Parnaíba (Grande SP).
O lançamento oficial será feito pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), pelo secretário de Saneamento e Recursos Hídricos, Edson Giriboni, e pelo superintendente do Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica), Alceu Segamarchi Jr.
O Daee será responsável pelas obras, que devem remover 2,7 milhões de metros cúbicos de sedimentos depositados no fundo do rio.
O governo anunciou investimento de R$ 107,6 milhões nas obras, que têm previsão de durar 20 meses.

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/920708-governo-lanca-plano-para-desassorear-41-km-do-rio-tiete-em-sp.shtml

Comentário: Com isso, o fluxo de barcos e navios pelo Rio Tietê ficará mais fácil, pois todos os entulhos serão retirados dos leitos do rio.