sábado, 30 de abril de 2011

Jovem que estuda música protege cérebro em idade avançada

As muitas horas dedicadas ao aprendizado de música trazem benefícios a longo prazo, mostra um estudo publicado na versão on-line do jornal "Neuropsychology", da Associação Americana de Psicologia.
A pesquisa indica que aqueles que tocaram instrumentos musicais por muitos anos parecem formar uma proteção natural contra perdas cognitivas que costumam ocorrer durante a terceira idade.
Mesmo que essas pessoas tenham largado o instrumento em algum momento das suas vidas, a mente ainda se mostra afiada na idade avançada, se comparada àqueles que nunca aprenderam música.
Um grupo formado por 70 musicistas com idade entre 60 e 83 anos se submeteu a variados testes de memória e habilidade para captar informações novas, entre outras situações.
O resultado é que se saíram melhor nas provas quem tocou música durante nove e dez anos. O que sugere que quanto mais as pessoas tocam, mais benefícios terão no futuro.
O piano ficou como o instrumento mais popular entre os músicos, seguido dos instrumentos de sopro. Todos eram amadores e tinham em comum terem iniciado aulas de música por volta dos dez anos.
O estudo também considerou o preparo físico e o nível educacional dos participantes. E, o que chamou a atenção, é que havia igualmente a relação entre a capacidade cognitiva e os anos de atividade musical se os voluntários estavam ou não envolvidos com música atualmente.
A descoberta mostra que o funcionamento cerebral pode ser alterado e a música pode ser um assunto para considerações futuras porque envolve uma combinação de capacidades motoras, leitura, audição e ações repetitivas.

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/906945-jovem-que-estuda-musica-protege-cerebro-em-idade-avancada.shtml

Comentário: Sempre se falou que a música trás muitos benefícios para o desenvolvimento do ser humano, e essa pesquisa comprova extamente isso. Essa pesquisa comprova que as pessoas que toam ou já tocaram algum instrumento musical terão a mente mais afiada  e menor perda cognitiva na terceira idade.

Réptil é prova de que cárie existe há 275 milhões de anos

As primeiras evidências de cárie datam de pelo menos 200 milhões de anos, mas a mandíbula de um réptil pré-histórico com idade superior indica que esse mal existiu bem antes do que os cientistas pensavam.
O fóssil estudado é de um réptil onívoro com 275 milhões de anos de idade, o Labidosaurus hamatus, que mediria cerca de 75 centímetros.

A equipe liderada pelo professor da Universidade de Toronto (Canadá), Robert Reisz, ao analisar com um scanner uma mandíbula bem-preservada de um fóssil encontrado em Coffee Creek, no Texas, encontrou uma infecção considerável provocada pela perda de vários dentes e destruição da arcada dentária por abscessos.
Com dentes fixos que não cresciam de novo depois da perda de um deles, o animal consumia mais propriamente plantas fibrosas e caules, além de insetos voadores e rastejantes.
Mas essa estrutura também se mostrou um "calcanhar de Aquiles" do réptil por torná-lo vulnerável a um mesmo tipo de bactéria dentária, também encontrada na boca humana.
"Nossas descobertas permitem que especulemos sobre como o próprio sistema humano de ter apenas dois conjuntos de dentes [permanentes e não permanentes], embora seja vantajosos para mascar e processar diferentes tipos de comida", diz Reisz, "é mais suscetível a inflamações".

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/904739-reptil-e-prova-de-que-carie-existe-ha-275-milhoes-de-anos.shtml

Comentário: A cárie necessia de alguns subtratos, essa descoberta pode ampliar o conhecimento sobre essas substâncias que favorecem o desenvolvimento da cárie. Como foi descoberto que a cárie já existe há 275 milhões de anos, pode significar que estas substâncias já estavam presente de alguma maneira no ambiente.

Lama preserva dados de inseto com 315 milhões de anos

Cerca de 315 milhões de anos atrás, um inseto pousou em um lugar enlameado, ficou ali por um tempo e saiu voando.
Espantosamente, a impressão daquele inseto na lama, com aproximadamente 3,8 centímetros de comprimento, se solidificou e sobreviveu até hoje.
"Ele deixou uma cópia perfeita de seu corpo", diz o curador-assistente do Museu de Zoologia Comparativa de Harvard, Richard J. Knecht, que descobriu o fóssil em rochas de arenito no sudeste de Massachusetts (EUA). "Praticamente tudo está ali, exceto pelas asas."
Já foram encontrados fragmentos de insetos voadores --no geral, apenas as asas-- com data de até 325 milhões de anos atrás.
O fóssil de Massachusetts, porém, oferece a visão mais antiga, e talvez de melhor qualidade, de um inseto voador da antiguidade.
                  Impressão do corpo do inseto, com cerca de 3,8 centímetros de comprimento, se solidificou e sobreviveu até hoje
Knecht procurava por fósseis perto de um pântano e encontrou um afloramento de rocha promissor.
"O primeiro pedaço que peguei estava naturalmente fendido", conta. "Eu o abri como um livro, e ali estava o fóssil, as duas metades, como num molde."
Knecht explicou que, há 315 milhões de anos, o lugar era próximo à lateral de uma montanha acentuada, onde sedimentos se acumulavam rapidamente. Logo depois de o inseto voar dali, a marca foi enterrada e preservada.
Pelo formato do inseto, Michael S. Engel, entomologista da Universidade do Kansas, o identificou como da classe Ephemeroptera, um dos primeiros grupos de insetos voadores. "Ele seria bastante similar aos insetos de hoje", afirmou Knecht.
Knecht, Engel e Jacob S. Benner, paleontólogo da Universidade Tufts, descreveram a impressão do fóssil num artigo publicado em "The Proceedings of the National Academy of Sciences".

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/902021-lama-preserva-dados-de-inseto-com-315-milhoes-de-anos.shtml

Comentário: Essa descoberta seviu para os cientisas terem uam ideia de como eram os primeiros insetos e mostrar que eles eram bastantes semelhantes aos atuais. O fato desse molde ter se preservado por todos esses milhões de anos, é muito interessante e trás a expectativa de novas descobertas.

Chineses criam vacas que produzem leite materno humano

Cientistas de uma universidade chinesa modificaram geneticamente embriões de bezerros para que os animais fossem capazes de produzir a proteína lisozima, encontrada no leite materno humano.
Os pesquisadores --coordenados por Bin Yang, do laboratório de agrobiotecnologia da Universidade Agrícola da China-- criaram quatro vacas desde a etapa de embriões até a fase adulta e checaram a qualidade do leite que elas produziram.
Os resultados mostraram que, além da gordura, proteínas e lactose, a lisozima produzida pelas vacas transgênicas era idêntida à encontrada no leite humano.
A pesquisa, divulgada nesta segunda-feira pelo site LiveScience.com e publicada na edição de 16 de março do jornal "PloS One", salienta que o desenvolvimento de uma fonte alternativa de lisozima poderia beneficiar a saúde infantil, suprindo casos em que a mãe não pode amamentar.
A lisozima é uma substância abundante no leite materno e age sobre algumas bactérias, protegendo os bebês contra infecções.

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/898046-chineses-criam-vacas-que-produzem-leite-materno-humano.shtml

Comentário:  Essa foi uma descoberta muito interessante, pois pode ser de grande importância para as populações mundias muitos carentes e subnutridas, onde a qualidade da amamentação dos bebês é insuficiente para seu desenvolvimento. Seria também de grande alívio para as mãe impossibilitadas de amamentar, ver seus filhos crescerem saudáveis. É também um grande avanço para a ciência, conseguir reproduzir substâncias desse nível.

Censo nas ilhas Canárias resulta na descoberta de 20 espécies

Um censo para catalogar a biodiversidade nas ilhas Canárias, na Espanha, levou à descoberta de 20 novas espécies, anunciou em Madri nesta sexta-feira a organização internacional Oceana, que se dedica à proteção e conservação dos oceanos.
Veja algumas espécies
Além das formas de vida inéditas --esponjas do mar, corais, ostras gigantes, peixes exóticos e arraias dadas como extintas, entre outras--, 500 espécies foram identificadas durante a expedição com duração de dois meses, realizada em 2009.


Para proteger essa rica variedade, a Oceana também apresentou em Madri um documento com 42 medidas de proteção aos 74.000 quilômetros quadrados que formam as reservas marinhas existentes nas ilhas Canárias.
Hoje, apenas 0,15% do bioma marinho está protegido, mas pelo estudo proposto pela organização de preservação, esse número poderia subir para 15%.
Um programa de proteção, a Red Natura 2000, está em vigor na região, mas a Comissão Europeia já indicou que ele é insuficiente para assegurar a existência das espécies, visto que a exploração pesqueira, a aquicultura e a infraestrutura costeira as colocam em risco.

http://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/2539-descobertas-novas-especies-marinhas

Comentário: As expedições  marinhas são de grande importância, pois além de fazer uma contagem das espécies já existentes que precisam ser protegidas, descobrem novas espécies que tambéms precisam ser preservadas, para evitar sua extinção. Também são importantes a criação de programas de proteção aos biomas marinhos, visto qu existem muitos fatores que os colocam em risco.