sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Chip faz com que arma só dispare nas mãos do dono


Um pesquisador decidiu encontrar um meio radical -antes existente apenas na ficção científica- para diminuir a violência e os acidentes domésticos: um revólver que só dispara quando reconhece o microchip implantado na mão de seu dono.
O sistema funciona por meio de detecção por rádio. É o mesmo sistema usado, entre outras coisas, para reconhecer os cartões do metrô.
"É um método muito eficiente e, além disso, um dos mais seguros do mundo", afirma Mário Gazziro, professor da USP de São Carlos e criador do projeto, batizado de "arma inteligente".
Silva Junior/Folhapress
Mario Gazziro, professor da USP São Carlos, mostra o protótipo da arma



De acordo com ele, o revólver equipado com o sistema de detecção é capaz de disparar em velocidade semelhante à dos "comuns", o que permitiria, por exemplo, que fosse usado normalmente pela Polícia ou pelo Exército.
Fã de "paint ball", Gazziro uniu sua experiência nas partidas com uma ideia saída do filme "Distrito 9". No longa, as armas dos alienígenas não funcionam nas mãos dos humanos.
"Muitas vezes, as armas roubadas de quem tem porte ou mesmo de policiais são usadas contra seus donos em assaltos. Além disso, há cada vez mais acidentes com jovens que encontram as armas dos pais em casa. O sistema de identificação evitaria que isso acontecesse."
Para adaptar o conceito do filme à realidade, ele usou um microchip comum e já amplamente empregado nos Estados Unidos.
O dispositivo, pouco maior que um grão de arroz, tem um número único de identificação por radiofrequência. É por meio dele que o leitor na arma reconhece o dono.
"O procedimento para implantar o microchip é rápido e praticamente não há inconvenientes", diz o cientista.
E ele sabe o que está falando. Além de criador, Gazziro foi também a primeira cobaia de seu sistema.
IMPLANTE
Há um ano, ele se submeteu a uma microcirurgia com anestesia local -similar à usada para inserir implantes hormonais contraceptivos. O microchip foi colocado pouco abaixo do dedo mínimo.
O local é estratégico: tem um bom ângulo para o sistema de detecção da arma e também é uma área com alta concentração de gordura e poucos vasos sanguíneos.
RISCOS
Para ser usado no Brasil, o sistema de microchip precisa, primeiro, ser liberado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o que não tem previsão para acontecer. Nos EUA, o chip foi aprovado pelo FDA (órgão americano que regula alimentos e remédios) em 2004.
Como qualquer dispositivo eletrônico, o mecanismo está sujeito a fraudes. Mas a possibilidade de alguém clonar a identificação -a exemplo do que acontece com cartões de crédito- é remota.
"É possível, mas é realmente complicado e exige conhecimentos técnicos avançados. Um criminoso comum não teria esse tipo de habilidade", avalia Gazziro.

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/980665-chip-faz-com-que-arma-so-dispare-nas-maos-do-dono.shtml

Comentário: Está pesquisa é importante para que atentados e roubos não sejam realizados, pois se o o dono pode atirar, não vai adiantar para mais ninguém ter a arma.

Estudo que desafia Einstein sofre críticas


No clássico de humor "O Guia do Mochileiro das Galáxias", o escritor Douglas Adams afirma: "Nada no Universo ultrapassa a velocidade da luz. A única exceção são as más notícias, que obedecem a leis próprias".
A piada resume o clima de mal-estar com o qual a comunidade de físicos recebeu o anúncio de que partículas chamadas neutrinos teriam viajado mais rápido que a luz.
Ontem, físicos que conduziram a observação finalmente fizeram um anúncio oficial e tiveram de enfrentar o ceticismo dos demais cientistas.
No experimento Opera, um feixe de neutrinos (partículas eletricamente neutras e quase sem massa) foi produzido no centro de pesquisas nucleares Cern, em Genebra (Suíça), e enviado até um detector no Laboratório Nacional Gran Sasso, na Itália, a 730 km. Chegou lá 60 bilionésimos de segundo mais adiantado do que a luz.
E a notícia correu também mais rápido do que a ciência. O anúncio já havia se espalhado na imprensa anteontem, quando os autores do trabalho abriram o acesso na internet a um estudo ainda sem revisão independente.
NO TWITTER
Só ontem o Cern organizou entrevista coletiva com os físicos, com perguntas via Twitter e transmissão em vídeo. Dario Autiero, líder do estudo, mostrou seus resultados com algum esforço para contemplar uma audiência que incluía de jornalistas leigos a físicos veteranos.
Quando sua apresentação chegou ao vigésimo gráfico detalhando a metodologia do experimento, a plateia local começou a ficar inquieta.
Alguns físicos já reclamavam que seria preciso ser especialista em sincronização de relógios atômicos por GPS para tentar compreender como as medidas eram obtidas no experimento. Jornalistas questionavam se um aparato de laboratório tão complexo e tão cheio de peças não seria vulnerável a falhas.
Autiero tentou mostrar que seu grupo de pesquisa levou em conta margens de erro para todo tipo possível e imaginável de interferência. Os resultados, afirma ele, permanecem sólidos após seis meses de rechecagem.
"O sr. levou em conta a rotação da Terra?", perguntou um físico que se levantou na platéia. "Sim", respondeu.
Até a interferência causada por carros no túnel de uma rodovia no caminho dos neutrinos foi considerada.
"Conseguimos que uma das faixas da estrada fosse bloqueada por algum tempo, mas só teríamos obtido mais precisão nas medições com um bloqueio completo", disse Autiero. A polícia rodoviária italiana negou o pedido, mais preocupada com congestionamentos de carros do que com o excesso de velocidade de neutrinos.
No geral, os físicos presentes respeitaram a maneira como o pesquisador rebateu as críticas mais técnicas.
ELOGIO DE NOBEL
Por fim, Samuel Ting, Prêmio Nobel em Física de 1976, estava presente e parabenizou Autiero. "O experimento foi feito muito cuidadosamente, com os erros sistemáticos bem checados", disse.
Elogios à parte, poucos físicos teóricos ficaram satisfeitos. Muitos acham difícil crer que a relatividade especial, teoria de Einstein que foi desafiada continuamente por mais de cem anos e sobreviveu a todos os testes até agora, esteja errada num de seus aspectos mais fundamentais.
É mais fácil acreditar em algum problema em Gran Sasso do que reescrever toda a física do século 20.
Num evento em que jornalistas pareciam ter medo de entrar na discussão, coube a um representante do Instituto de Física do Reino Unido fazer a pergunta mais constrangedora: "Vocês têm medo de passar ridículo caso se descubra que tudo isso se deve a um erro sistemático?".
Autiero respondeu, indiretamente, à pergunta. "Apesar de nossas medidas terem baixa incerteza sistemática e alta precisão estatística, e de nós termos alta confiança em nossos resultados, estamos ansiosos para poder compará-los com outros experimentos", ponderou ele.
Especulações teóricas sobre como explicar a anomalia dos neutrinos já surgiram ontem, apesar do ceticismo. A mais popular sugere que as partículas teriam atravessado uma dimensão oculta do espaço, pegando um "atalho" para chegar mais cedo.
Nenhuma teoria anterior, porém, havia previsto esse tipo de fenômeno.

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/980412-estudo-que-desafia-einstein-sofre-criticas.shtml

Comentário: Isso mostra que as descobertas de Einstein ainda são muito protegidas por alguns historiadores, e quem o desafia, está desafiando toda uma história. Antes de ser criticado, deve ser pelo menos avaliado.

Telescópio espacial Kepler descobre planeta com dois sóis


Um planeta com dois sóis é a descoberta mais nova do telescópio espacial Kepler, da Nasa (agência espacial americana). Em um estudo publicado nesta quinta-feira, cientistas mostram como é o novo astro, com tamanho similar a Saturno.
O novo corpo celeste fica no sistema estelar batizado de Kepler-16, na região da constelação da Lira. Suas duas estrelas mães têm tamanhos diferentes; uma possui massa equivalente a 70% o tamanho do Sol e a outra, menos brilhante e de espectro mais avermelhado, de 20%.

Sistemas binários, como são conhecidos esses pares de estrelas, são comuns na nossa galáxia e teóricos já havia postulado a possibilidade de planetas orbitarem ao seu redor. Esta, porém, é a primeira vez que astrônomos descrevem isso sem margem de dúvida.
A descoberta do novo planeta foi possível porque o telescópio Kepler observa sua órbita de perfil, e é capaz de perceber a tênue queda de luminosidade cada vez que o planeta eclipsa uma das duas estrelas.


O planeta, porém, está longe demais para que os astrônomos consigam enxergar seu contorno diretamente.
Batizado de Kepler-16b, o planeta faz a luminosidade do sistema sofrer uma queda de 1,7% durante o eclipse da estrela maior e de 0,1% durante o eclipse da estrela menor.
O Kepler, que monitora mais de 150 mil estrelas na região, é o único telescópio com sensibilidade suficiente para detectar variações tão pequenas e capaz de acompanhá-las sem interrupções.
O novo planeta foi observado em todo o seu "ano" e cientistas conseguiram determinar que o raio médio de sua órbita é de aproximadamente 100 milhões de quilômetros, dois terços da distância entre o Sol e a Terra.
Para confirmar a descoberta, porém, astrônomos precisaram encarar um desafio bem mais complexo, pois não tiveram de estudar apenas a órbita do novo planeta, que dura 229 dias.
As estrelas A e B também exercem força gravitacional entre si e mudam de posição o tempo todo em relação ao centro do sistema. Isso fez com que os períodos de órbita detectados pelos cientistas em um primeiro momento variassem entre 221 dias e 230 dias, um dado difícil de interpretar.
DANÇA A TRÊS
A relação gravitacional entre três objetos celestes --desafio conhecido pelos físicos como o "problema dos três corpos"-- ainda é um problema para o qual não existe solução geral.
Quando se estudam apenas dois objetos interagindo no espaço, a exata posição de cada um deles pode ser prevista no futuro simplesmente por meio da medição de sua trajetória e aplicação de uma fórmula. A inclusão de um terceiro corpo na equação, porém, torna tudo imprevisível.
"A atração gravitacional de cada estrela ao terceiro corpo varia com o tempo em razão das mudanças de posição dos três corpos", escrevem os cientistas em estudo na edição de hoje da revista "Science". O trabalho foi coordenado pelo astrônomo Laurance Doyle, do Centro Carl Sagan para Estudos da Vida no Universo.
Para lidar com o problema de medir a configuração orbital de um planeta mais duas estrelas, os cientistas tiveram de criar uma simulação do movimento dos astros. Usando um computador e um modelo matemático complexo para prever o comportamento do sistema de maneira aproximada, os pesquisadores conseguiram reproduzir a dança celeste em Kepler-16 com grande precisão.
O cenário que inicialmente se apresentou como desafio aos cientistas, afinal, acabou se apresentando como vantagem: um número maior de interações gravitacionais permitiu aos pesquisadores calcular com grande precisão a massa e o tamanho das estrelas, algo que nem sempre é possível em sistemas binários sem planetas.
Os astrônomos, por fim, conseguiram determinar a massa do planeta como sendo similar à de Saturno. Kepler-16b, porém, é um pouco mais denso, sendo composto provavelmente metade de gás e metade de elementos em forma sólida. (Saturno tem 2/3 de sua massa na forma de gás).
TATOOINE
Fãs da série de filmes "Guerra nas Estrelas" podem se perguntar se a recente descoberta não seria uma encarnação de Tatooine, planeta ficcional com dois sóis onde o personagem protagonista da série, Luke Skywalker, cresceu.
Kepler-16b, porém, teria uma atmosfera muito mais espessa e escura do que a de seu companheiro imaginário, e temperaturas gélidas que chegam a -100 ºC. Provavelmente incapaz de abrigar vida e em nada parecido com o deserto ensolarado de Tatooine.

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/975785-telescopio-espacial-kepler-descobre-planeta-com-dois-sois.shtml

Comentário: Esta notícia mostra que as pesquisas estão muito mais avançadas, principalmente as que envolvem o espaço sideral. E descobrir um planeta com dois sóis é uma grande coisa, que podem levar a muitas outras descobertas.


Equipe desencalha bebê baleia e ele volta para a mãe

Uma equipe de resgate conseguiu desencalhar, e devolver para a mãe, um filhote de baleia preso na lama na praia de Immingham Docks, no leste da Inglaterra.

A operação durou sete horas e foi cercada de tensão. O cetáceo, com cerca de de nove metros de comprimento, estava com cerca de dois terços do corpo sob a lama, e a maré, que subia, ameaçava cobrir de água o orifício de respiração do filhote, o que causaria seu afogamento.
Cerca de 50 bombeiros, salva-vidas e especialistas participaram do resgate.
Por meio de grande esforço, a baleia bebê conseguiu se liberar e nadar, de volta com a mãe, para o mar do Norte.


Comentário: Isso é importante, pois mostra que ainda tem gente que se disponibiliza para ajudar mesmo sabendo que não vai receber nada em troca. E a baleia bebê e sua mãe puderam voltar pro mar.

Crescimento do cérebro de bebê de chimpanzé é similar ao humano


Muitas das capacidades mentais humanas, como a criatividade e a moralidade, estão ligadas a um crescimento da porção pré-frontal do cérebro após o nascimento. Pesquisadores japoneses descobriram que um processo semelhante também ocorre entre os chimpanzés.
O estudo, publicado na revista científica "Current Biology", é o primeiro a acompanhar o tamanho do cérebro de chimpanzés ao longo do desenvolvimento e compará-lo com o de humanos.
Os pesquisadores descobriram que o córtex pré-frontal dos chimpanzés é imaturo após o nascimento e se desenvolve lentamente, ainda sem atingir o volume de adulto na puberdade.
"Ambos, humanos e chimpanzés, estão sujeitos à influência das experiências na formação das conexões neurais pré-frontais", diz um dos responsáveis pela pesquisa, Tetsuro Matsuzawa, da Universidade de Kyoto.
A comparação com o desenvolvimento da área pré-frontal em humanos também mostra diferenças. O crescimento dessa área no nosso caso é mais rápido.
"Isso pode estar relacionado a diferenças cognitivas entre as duas espécies, como interações sociais complexas", disse à Folha Patrícia Izar, primatóloga da USP.
A predisposição para a aprendizagem, graças à maturação mais lenta do pré-frontal na infância, já devia existir no ancestral comum.

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/969507-crescimento-do-cerebro-de-bebe-de-chimpanze-e-similar-ao-humano.shtml

Comentário: Isso é muito interessante, pois mostra que temos muitas semelhanças com os macacos. Inclusive, ressalta os fatos de eles serem muito inteligentes.