quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Cientistas abrem caminho para vacina efetiva contra hepatite C

Uma equipe de cientistas europeus conseguiu produzir pela primeira vez em animais "anticorpos neutralizantes" do HCV (vírus da hepatite C), que abrem caminho para a elaboração de uma vacina contra a doença, comunicou o CNRS (Centro Nacional de Pesquisa Científica) da França nesta quarta-feira.
No estudo publicado na revista americana "Science Translational Medicine", os pesquisadores explicam que utilizaram uma nova estratégia baseada no desenvolvimento de estruturas similares às partículas do vírus, mas que não são perigosas porque não contêm material genético e não permitem sua expansão.
A novidade deste processo, segundo o comunicado, residiu na criação de pseudo-partículas virais quiméricas construídas com fragmentos de dois vírus diferentes, neste caso, um "retrovírus" de rato coberto com proteínas do HCV.
Graças a este processo, os cientistas, liderados pelo pesquisador David Klatzmann, observaram pela primeira vez em ratos e macacos a produção de anticorpos neutralizantes desse vírus.
Também pela primeira vez os anticorpos desenvolvidos tiveram uma atividade de amplo espectro, ou seja, foram capazes de neutralizar diferentes subtipos do HCV.
O CNRS ressaltou que esta tecnologia pode ser aplicada no desenvolvimento de vacinas contra outras infecções, como o vírus da Aids, dengue e o VRS (vírus respiratório sincicial), principal agente infeccioso da população infantil, causador da bronquite e outras doenças.
A hepatite C é uma inflamação do fígado que, no pior dos casos, pode provocar insuficiência hepática ou câncer de fígado, e é transmitida quase sempre por exposição a sangue contaminado, que pode acontecer em casos de transfusões de sangue ou pelo uso de seringas infectadas.
Segundo o CNRS, a doença é um grande problema de saúde pública, uma vez que cerca de 200 milhões de pessoas estão infectadas no mundo e em algumas regiões a taxa de infecção atinge de 10% a 30% da população.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) calcula que se não houver uma intervenção rápida para conter sua propagação, a mortalidade causada pela hepatite C poderia superar à provocada pelo HIV, já que os tratamentos existentes são muito caros e pouco acessíveis para os países do sul.


Comentário: Além de ser uma importante produção de anticorpos para prevenir contra o HCV (vírus da hepatite C), a tecnologia usada no desenvolvimento dessa vacina pode ajudar o desenvolvimento de anticorpos contra outras doenças importantes.

Perda de memória na velhice pode ser recuperada, diz estudo

A perda de memória na velhice pode ser recuperada se atender as necessidades moleculares dos circuitos neurais, segundo especialistas norte-americanos que estudaram a atividade dos neurônios de primatas.
Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Yale, liderados por Amy Arnsten, avaliaram as respostas de seis macacos jovens, de média idade e velhos, de acordo com as tarefas atribuídas pelos cientistas para medir a memória a curto prazo.
Segundo a publicação dos analistas na última edição da revista "Nature", nos macacos de idade avançada faltou o constante disparo de neurônios no córtex pré-frontal (PFC), uma área do cérebro muito importante para o funcionamento da memória.
Essa redução dos níveis de disparo de neurônios pode ser contornada se conseguir situar o PFC em um meio ambiente neuroquímico bom como o encontrado nos macacos mais jovens.
Assim, a integridade fisiológica dos neurônios velhos pode ser restabelecida se forem atendidas as necessidades moleculares dos circuitos neurais, segundo os cientistas.
Arnsten lembra que o funcionamento da memória é importante para as tarefas diárias, inclusive para planejar coisas com tempo e para a aprendizagem.
No processo de envelhecimento habitual, essas funções diminuem, o que acarreta problemas cognitivos como o esquecimento e a distração.
Para observar as alterações fisiológicas, Amy Arnsten e seus colegas gravaram as tarefas atribuídas aos macacos e descobriram que a resposta dos padrões de ativação dos neurônios do PFC à apresentação dos sinais não variavam com a idade.
No entanto, o disparo de neurônios durante o período de atraso --o tempo entre a apresentação de um sinal e a resposta-- mostrou uma grande redução com a idade.
Contudo, esses neurônios podiam ser parcialmente restabelecidos aos níveis de disparo de jovens adultos quando os analistas bloqueavam dois circuitos neurais específicos nos neurônios do PFC.


Comentário: O estudo com os macacos mostrou que o que se reduz com a idade é o tempo entre a apresentação de um sinal ao cérebro e uma resposta, mais esses neurônios podem ser parcialmente restabelecidos.

Filhotes de urso-polar morrem mais ao migrar, diz estudo

A mortalidade de filhotes de urso-polar que são obrigados a nadar longas distâncias com suas mães devido ao degelo do Ártico aparentemente é maior do que entre aqueles que não migram.
O estudo recente, produzido pela organização ambientalista World Wildlife Fund, é o primeiro a mostrar a migração como um fator de grande risco às espécies mais jovens.
Satélites foram usados para acompanhar 68 ursas-polares equipadas com colares GPS, entre 2004-2009, que tiveram de nadar longas distâncias.
Durante o tempo em que permaneceram com o GPS, 11 ursas que nadaram por muito tempo tiveram crias. Destas, cinco perderam os filhotes durante a travessia. Ou seja, uma mortalidade de 45%. No grupo de ursas que não migraram, o índice caiu para 18%.


Os ursos-polares caçam, alimentam-se e procriam no gelo ou em terra, e não são criaturas aquáticas.
"Eles são como nós", diz o coautor do estudo, Geoff York. "Eles não podem fechar as passagens nasais em águas tempestuosas."



Além disso, os jovens não possuem gordura suficiente para se manterem por muito tempo em águas frias, alerta Steve Amstrup, um ex-cientista que trabalhou no instituto de pesquisas geológicas dos EUA, o U.S. Geological Survey.
A extensão de gelo no mar do Ártico, em junho, era o segundo mais baixo desde 1979, de acordo com o Centro Nacional de Neve e Gelo, que realizou a medição.

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/945316-filhotes-de-urso-polar-morrem-mais-ao-migrar-diz-estudo.shtml

Comentário: Isso mostra que além de todos os problemas que o degelo do ártico trás para o nosso planeta, ainda existe essa estatística de que os ursos polares que são obrigados a migrar devido ao derretimento dos lugares que eles habitam tem maior mortalidade, até mesmo antes de nascerem.

Italianos desenvolvem vacina que desarma 300 tipos de meningite

Pesquisadores italianos da Universidade de Florença e da Novartis estão perto de desenvolver uma vacina contra a meningite que protege contra mais de 300 cepas do meningococo B, bactéria que é a principal e mais perigosa causadora da doença.
A meningite --inflamação das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal-- pode ser causada por vários agentes, entre vírus e bactérias. Para alguns deles já existe vacina, mas não para o meningococo B.
A imunização de ampla proteção tem sido um desafio para os cientistas devido às muitas variedades da bactéria em circulação.
A pesquisa, publicada na "Science Translational Medicine", testou 54 imunógenos --substâncias externas que desencadeiam uma resposta imune do organismo.
Após testes em camundongos, os oito com melhor desempenho com diferentes cepas foram selecionados.
O mais eficiente, batizado de G1, foi capaz de gerar imunidade contra mais de 300 cepas da bactéria, um resultado considerado muito expressivo pelos cientistas.
Segundo eles, esse imunógeno poderá ser usado para, em breve, criar uma vacina de amplo espectro contra a doença.
A mesma "engenharia" também serviria para desenvolver imunizações para outras doenças, como a Aids.


Comentário: Esses estudos mostram que existe sim uma forma de imunização para certas doenças que ainda não se sabia. Além de desarmar 300 tipo de meningite, a mesma engenharia ainda pode trazer forma de imunização para outras doenças, coimo a aids, o que ajudaria mais ainda.

Vazamento de petróleo no Mar Amarelo pode causar danos a longo prazo

Os dois vazamentos de petróleo da estatal chinesa CNOOC na baía de Bohai, no Mar Amarelo, podem ser muito prejudiciais para a região a longo prazo, segundo especialistas citados pela agência oficial Xinhua.
"Devido ao frágil meio ambiente de Bohai --um mar fechado com limitada capacidade de "autolimpeza"--, o impacto do vazamento pode ser muito complicado", destacou Cui Wenlin, responsável de controle ambiental na Administração Oceânica Estatal da China (SOA).
Outro encarregado da SOA (que gerencia as águas territoriais do país), Wang Bin, lembrou que "a influência de um vazamento de petróleo em um ecossistema oceânico é longa e lenta".
Nesta terça-feira, o órgão reconheceu que os vazamentos causaram uma maré negra de "pelo menos 840 quilômetros quadrados", uma área consideravelmente maior que os 200 metros quadrados inicialmente declarados pela petrolífera estatal CNOOC, co-proprietária da área onde aconteceram os acidentes nos dias 4 e 17 de junho.
Nos últimos dias, a CNOOC recebeu fortes críticas por supostamente ter ocultado o acidente - seu primeiro comunicado oficial foi apenas em 1º de julho. Nesta terça-feira, a petrolífera estatal culpou a sua sócia ConocoPhillips pelo acidente, já que a empresa americana é a encarregada das prospecções nas jazidas exploradas em Bohai.
A CNOOC e a ConocoPhillips são sócias conjuntas na jazida Penglai 19-3, onde houve um dos vazamentos.
A SOA informou que 70 metros cúbicos de água misturada com petróleo cru foram limpos na zona afetada, mas "uma pequena quantidade" de óleo continua na superfície.
O órgão também destacou que embora a lei chinesa estabeleça que as multas por contaminação marinha em projetos petrolíferos estejam fixadas em 200 mil iuanes (US$ 30.770), as autoridades estudam a possibilidade de aplicar uma quantia "muito maior" à ConocoPhillips.
A CNOOC publicou nesta quarta-feira um comunicado insistindo que os vazamentos estão "controlados" e que a empresa americana é a responsável pelo "trabalho diário" nas plataformas onde ocorreram os acidentes.
A petrolífera chinesa acrescentou que, apesar de não ter responsabilidade direta nos incidentes, tomou medidas para reduzir sua gravidade, embora os trabalhos de limpeza correm a cargo da ConocoPhillips.


Comentário: Muita água foi poluída e por ser mar fechado dificulta a auto limpeza, mas trabalhos de limpeza e de redução da gravidade do problema já começaram, pois isso pode trazer muitos estragos ao ambiente e as pessoas que moram perto da costa.

Ibama flagra uso de aviões em desmatamento na Amazônia

O Ibama identificou uma área de floresta amazônica, do tamanho de 180 campos de futebol, destruída pela ação de herbicidas.
A terra, que pertence à União, fica ao sul do município amazonense de Canutama, na divisa com Rondônia. O responsável pelo crime ambiental ainda não foi identificado pelo órgão.
Em sobrevoo de duas horas de helicóptero, na segunda semana de junho, analistas do Ibama observaram milhares de árvores em pé, mas desfolhadas e esbranquiçadas pela ação do veneno.
Encontraram também vestígios de extração de madeira por motosserras e queimadas, práticas usadas para limpar o terreno. Especialistas dizem que os agrotóxicos, pulverizados de avião sobre as florestas nativas, matam as árvores de imediato, contaminam solo, lençóis freáticos, animais e pessoas.
Anteontem, a Folha informou que o Ibama apreendera quatro toneladas de agrotóxicosque seriam usados para esse fim. Até agora, o único registro de uso dessas substâncias em desmatamentos no Estado era de 1999.
O Ibama de Rondônia, por sua vez, afirma que, em 2008, flagrou uma área de cinco hectares destruída por herbicidas na região de São Francisco do Guaporé.


Comentário: Com esse monitoramento o Ibama pode fiscalizar e fazer apreensões como essas para o desmatamento não continuar avançando por toda nossa floresta.