sexta-feira, 20 de maio de 2011

Satélites traçam rota de mosquitos transmissores de doença

O monitoramento de animais por satélite é prática corrente durante pesquisas científicas. Agora, o mesmo sistema está sendo usado pela ESA (Agência Espacial Europeia) para identificar um grupo bem menor, pelo menos em tamanho: os insetos transmissores de doenças para humanos.
Os dados sobre o habitat e a distribuição de mosquitos como o Aedes aegypti, da dengue, são coletados por satélite, navegadores e comunicação móvel para então chegar a agentes de saúde pública e controladores regionais dos mosquitos.
Determinar a presença dos mosquitos, sua quantidade e os riscos de se transmitir o vírus do qual é portador para humanos é um trabalho difícil que está sendo superado pelo consórcio de três companhias que se juntaram ao projeto tocado pela ESA.O Vecmap, como é conhecido, já foi testado em 2009 na Holanda, Reino Unido, Bélgica, França, Suíça e Itália. E atualmente passa por melhorias para ampliar sua área de atuação em outros países europeus ainda neste ano.
                 

O Vecmap cruza informações geradas por dois modos. No primeiro, são utilizados smartphones e equipamentos eletrônicos portáteis que enviam a centrais computadorizadas a ocorrência dos mosquitos observados durante o trabalho de campo --essa metodologia permite maior independência dos indivíduos envolvidos na coleta.
No segundo, satélites da ESA registram o tipo de vegetação, a temperatura e pontos de água concentrada.
Com esses dados, a ESA consegue desenhar mapas mais precisos da incidência dos mosquitos por região.



Comentário: Esses dados ajudam na prevenção da proliferação do mosquito da dengue. São extremamente importantes, pois assim as larvas terão menos chances de se proliferar devido a preparação para acabar com eles em determinadas regiões.

Energias renováveis cobrirão 80% da demanda global, diz IPCC

As energias renováveis poderão satisfazer 80% das necessidades globais em 2050 se forem mais desenvolvidas, de acordo com o relatório 164 do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) da ONU, divulgado nesta segunda-feira em Abu Dhabi (Emirados Árabes).
O diretor-geral da Irena (Agência Internacional de Energias Renováveis), Adnan Amin, afirmou: "Segundo o relatório, o desenvolvimento do setor da energia renovável é inevitável, já que desempenha um papel-chave no futuro para todo o planeta."
O documento, que foi elaborado por mais de 120 pesquisadores, analisa diversas medidas para desenvolver as novas fontes de energia renovável. Segundo o texto, está previsto que esse setor se desenvolva em meados deste século e que seu uso se multiplique de três a 20 vezes.
O relatório destaca que em 2009 houve um notável aumento na produção de energia renovável: eólica (aumento de 30%), hidrelétrica (3%), solar vinculada a redes de distribuição (50%), geotérmica (4%) e solar para aquecimento de água (20%).
Além disso, a produção de etanol aumentou 10%, e a de diesel, 9%. No documento, estima-se que os investimentos necessários para desenvolver este setor na próxima década devem ser de US$ 1,3 bilhão a US$ 5,1 bilhões.
Abu Dhabi recebe durante dez dias atividades relacionadas ao IPCC, que realizará a 33ª sessão de seu plenário entre os próximos dias 10 e 13, com a participação de mais de 600 delegados.


Comentário:As energias renováveis vão trazer muitos benefícios se forem mais desenvolvidas. Esses experimentos obtiveram bons resultados graças aos pesquisadores muito competentes, e que com isso, ajudam no desenvolvimento do mundo.

Aquecimento ártico pode fazer mar subir 1,6 metro neste século

O aquecimento do Ártico, a uma velocidade duas vezes maior do que a média global, deverá elevar o nível do oceano em até 1,6 metro em 2100, ampliando as estimativas feitas pelos cientistas alguns anos atrás, diz um estudo divulgado na terça-feira.
O derretimento do gelo e da neve tem sido responsável por 40% do recente aumento do nível do oceano e deve causar um impacto ainda maior no futuro, de acordo com o Amap (Projeto de Monitoramento e Avaliação do Ártico, sediado em Oslo).
"O nível global dos oceanos tem previsão de aumento entre 0,9 metro e 1,6 metro até 2100. O derretimento das geleiras do Ártico e das calotas de gelo da Groenlândia darão uma contribuição substancial para isso", diz o artigo.
Mesmo tratando-se de um evento relativamente lento, ele deve trazer consequências devastadoras para as cidades costeiras, principalmente as densamente povoadas e de localização mais baixa, como algumas regiões de Bangladesh, Vietnã e China.
No começo de 2007, o IPCC (painel do clima da ONU) previu que os oceanos se elevariam entre 18 e 59 centímetros até o final do século.
Contudo, o estudo não havia incluído o potencial do impacto do derretimento, especialmente vindo da Groenlândia. Sozinha, ela contém água congelada suficiente para elevar o oceano em, no mínimo, cinco metros.
O estudo mostra que os últimos seis anos foram os mais quentes já registrados no Ártico.
Nos últimos verões, as temperaturas ali foram as mais elevadas em 2.000 anos.


Comentário: O aquecimento do Ártico será muito prejudicial. E sempre volta aquele assunto de 'temos que cuidar do que é nosso', mas para isso é preciso que as pessoas se dêem conta de que isso não pode ficar pra depois. Temos que mudar nossos hábitos agora, enquanto há tempo.