terça-feira, 29 de novembro de 2011

Cabecear bola com frequência pode prejudicar cérebro, diz estudo

Cabecear bola com frequência pode prejudicar cérebro, diz estudo
Médicos americanos alertaram em um novo estudo que cabeçadas frequentes em partidas de futebol podem causar lesões cerebrais em jogadores.
Os médicos analisaram exames dos cérebros de 32 jogadores amadores e, nos exames, foram revelados padrões de danos parecidos com os encontrados em pacientes que sofreram concussões.
Os pesquisadores afirmam acreditar que existe um número seguro de cabeçadas --cerca de mil cabeçadas por ano ou menos.
Neste nível, o cérebro não sofreria lesões, mas os médicos afirmam que ainda são necessárias mais pesquisas a respeito.
Um jogador britânico da década de 1960, Jeff Astle, teria morrido em 2002, aos 59 anos, devido a problemas causados por muitas cabeçadas durante sua carreira.
Astle desenvolveu problemas cognitivos depois de anos jogando pela seleção da Inglaterra e pelo time inglês West Bromwich Albion.
A autópsia determinou que a morte do jogador foi resultado de uma doença degenerativa do cérebro causada por cabeçadas contra as pesadas bolas de futebol de couro usadas na época em que Astle jogava.
O médico que chefiou a pesquisa, Michael Lipton, do Centro Médico Montefiore, do hospital da Escola de Medicina Albert Einstein, em Nova York, afirma que as bolas usadas nos jogos atuais, apesar de serem bem mais leves do que as antigas, ainda podem causar danos.
Uma bola de futebol pode alcançar a velocidade de 54 quilômetros por hora em jogos recreativos e até o dobro desta velocidade em jogos profissionais.
LESÕES LEVES
Lipton e sua equipe usaram um tipo de exame especial, conhecido como imagem por tensor de difusão, que visualiza nervos e tecidos cerebrais.
Os 32 voluntários que passaram pelo exame disseram aos médicos qual a frequência com que cabeceavam a bola durante treinos e jogos.
Com os exames, os médicos descobriram que os jogadores que eram "cabeceadores frequentes" tinham sinais óbvios de lesões traumáticas leves no cérebro.
Cinco regiões do cérebro sofreram danos --áreas da frente do cérebro e na direção da parte de trás do crânio, onde ocorrem processos ligados à atenção, memória, funcionamento executivo e funções da visão.
Os pesquisadores avaliam que as lesões foram se acumulando com o tempo.
"Cabecear uma bola de futebol não tem um impacto que vai romper fibras nervosas no cérebro", afirmou Lipton, ao apresentar sua pesquisa, na reunião anual da Sociedade Radiológica da América do Norte.
"Mas cabeçadas repetitivas podem desencadear uma série de respostas que podem levar à degeneração das células do cérebro."
NÚMERO MÁXIMO
Os voluntários que tiveram seus cérebros examinados pela equipe de Lipton também fizeram testes para checar suas habilidades cognitivas como memória verbal e tempos de reação. Eles foram mal nestes testes.
Os danos ocorreram em jogadores que afirmaram cabecear a bola pelo menos mil vezes por ano.
Segundo os pesquisadores, apesar de parecer um número alto, mil cabeçadas por ano significam apenas algumas cabeçadas por dia para um jogador que pratica o esporte com frequência.
Os médicos americanos afirmaram que serão necessários mais estudos para determinar um número seguro de cabeçadas para os jogadores de futebol.
Mas, para Andrew Rutherford, da Escola de Psicologia da Universidade de Keele, no Reino Unido, a pesquisa apresentada pelos médicos americanos não é convincente. O britânico pesquisa os danos causados por cabeçadas há anos.
Para Rutherford, os médicos americanos estão analisando os dados errados porque a maioria das lesões na cabeça ocorridas no futebol se deve ao impacto entre as cabeças dos jogadores, e não ao impacto da bola.


Comentário: Todos que jogam futebol deviam ser bem informados quanto a isso, por apesar de as vezes ser necessário cabecear a bola, o dano pode ir muito além e prejudicar aos poucos. Mas ainda há controvérsias de que a pesquisa não é convincente, então pesquisadores ainda continuam analisando os dados e pesquisando.

Memória musical não se perde com amnésia, mostram cientistas

Cientistas creem estar perto de descobrir por que uma pessoa que sofre de amnésia e perde a memória de quase tudo na sua vida consegue ainda reter conhecimentos musicais.
A resposta pode estar no fato de que as memórias musicais são armazenadas em partes diferentes do cérebro que as de outras memórias.
Arria Belli/Wikimedia
Casos de instrumentistas que perderam a memória mostram que os conhecimentos musicais permanecem em atividade
Casos de instrumentistas que perderam a memória mostram que os conhecimentos musicais permanecem em atividade
Quando o maestro britânico Clive Wearing contraiu uma infecção no cérebro em 1985 --uma encefalite por herpes--, ficou com uma capacidade de recordar apenas os eventos ocorridos 10 segundos antes. A infecção danificou uma parte do seu cérebro conhecida como lobo temporal médio.
Embora apresentasse um dos casos mais graves de amnésia conhecido pelos cientistas, a habilidade musical do condutor permaneceu intacta. Hoje com 73 anos, Wearing consegue ler partitura e tocar música no piano, e regeu o seu antigo coral.
Em um congresso da Sociedade para a Neurociência realizado neste mês em Washington, um grupo de cientistas alemães descreveu o caso de um violoncelista profissional --identificado apenas como PM-- que contraiu encefalite por herpes em 2005.
Incapaz de recordar as coisas mais simples --como a imagem de sua própria casa--, PM manteve intacta a sua memória musical.
ANATOMIA DO CÉREBRO
Segundo o médico que estudou o paciente, Carsten Finke, do Hospital Universitário de Charite, em Berlim, o lobo temporal médio do cérebro, severamente afetado em casos de encefalite por herpes, é "altamente relevante" para a memória de eventos e como, onde e quando eles ocorrem.
"Mas estes casos sugerem que a memória musical pode ser armazenada de forma independente do lobo temporal médio", afirma o médico.
A equipe de alemães também estudou o caso de um paciente canadense nos anos 1990 que perdeu toda a sua memória musical após uma cirurgia que danificou especificamente uma parte do cérebro chamada de giro temporal superior.
O caso levou a equipe a sugerir que as estruturas do cérebro usadas para armazenar memória musical "devem ser o giro temporal superior ou os lobos frontais".
Entretanto, o médico acredita que são necessárias novas pesquisas para confirmar a hipótese.
"O que é realmente novo nesses casos é que, mesmo em casos de amnésia densa e grave, ainda existem ilhas de memória intactas, a memória musical", afirmou.
"Esta memória pode ser usada como um ponto de acesso a esses pacientes. Podemos pensar, por exemplo, em relacionar a música a atividades específicas, como tomar medicação, ou submetê-los a musicoterapia para recuperar qualidade de vida."
VELHOS HÁBITOS
A neuropsicóloga Clare Ramsden ressalta que a memória musical é diferente dos outros tipos de memória. "Não é apenas conhecimento, é algo que você faz", define.
A sua entidade, Brain Injures Rehabilitation, voltada para a reabilitação cerebral, estudou os casos de três músicos, incluindo Clive Wearing. As conclusões mostram que as atividades musicais envolvem diferentes partes do cérebro.
"Nossa pesquisa está começando a mostrar que as pessoas com dano nos lobos frontais têm suas habilidades musicais afetadas de forma diferente de pessoas como Clive, cujos lobos temporais médios foram danificados", disse Ramsden.
"Clive ainda consegue ler partituras e tocar música. As pessoas com danos nos lobos frontais podem ter dificuldades de ler uma partitura e tocar uma música pela primeira vez, mas são boas em músicas que elas já sabem."
Para o professor Alan Baddeley, autor de estudos sobre Wearing pela Universidade de York, todos os casos "mostram que a memória não é unitária" e que "há mais de um tipo de memória".
"A amnésia não destroi hábitos, mas os pacientes perdem a capacidade de adquirir e reter informação sobre novos eventos."
HANDEL
A esposa de Clive, Deborah, é autora de um livro, "Forever Today" ("Para Sempre Hoje", em tradução livre), que relata como a vida do casal mudou desde a amnésia do marido.
"Mesmo tendo um piano no quarto há 26 anos, ele não sabe disso até que o instrumento seja mostrado a ele", contou Deborah à BBC.
Mas, diz, se você der uma música nova, a visão dele percebe a partitura e ele toca a música no piano, sem aprendê-la. "Clive não sabe que tocava piano, nem que ainda sabe como tocar."
A esposa diz que, mesmo sem saber, o ex-maestro melhora sua apresentação cada vez que toca uma determinada música, e que ele ainda é capaz de tocar, instintivamente, canções que sabia de cor no passado.
"Ele aprendeu 'O Messias' de Handel quando era criança e ainda sabe cantá-la."
[A música] "é o único lugar onde podemos estar juntos, porque enquanto a música está tocando ele é completamente si mesmo", diz Deborah.
"Quando a música para, ele volta a cair do abismo. Não sabe nada sobre sua vida. Não sabe nada do que aconteceu com ele em toda sua vida."


Comentário: Pelo fato de as memórias musicais ficarem em uma parte diferente do cérebro às de outras memórias, mesmo quem sofre de problemas de amnésia, ou idosos que não já tem uma memória menos eficiente, podem ter boas memórias musicais. Isso ajuda muito músicas que tem algum problema, ou mesmo com o tempo vão perdendo essas lembranças.

Jogar muito videogame altera área do cérebro ligada à recompensa

Jovens que passam muito tempo jogando videogames têm estruturas e níveis de atividade diferentes em áreas do cérebro ligadas à recompensa. A descoberta científica dá a entender que os adolescentes extraem mais dos jogos do que aqueles que jogam menos.
Em um estudo publicado no jornal "Translational Psychiatry" na terça-feira, pesquisadores analisaram ressonâncias magnéticas de mais de 150 adolescentes com idade de 14 anos que jogam videogame moderada ou intensamente.
Descobriu-se que que os jogadores frequentes possuem um volume maior de matéria cinzenta em uma parte crucial do cérebro.
Estudos anteriores haviam mostrado um elo entre o estriado ventral ligado à dopamina --uma estrutura do sistema de recompensa do cérebro-- e os jogos de videogame ou apostas no computador, mas este é o primeiro a verificar o volume e a estrutura cerebral.
"Estes achados demonstram que o estriado ventral desempenha um papel significativo no ato de jogar videogame em excesso e contribui para nossa compreensão do vício comportamental", escreveram Simone Kuehn, da Universidade Ghent da Bélgica, e Juergen Gallinat, da Universidade Charite de Medicina da Alemanha, em seu estudo.
Os videogames se tornaram imensamente populares nos últimos anos, em particular entre adolescentes. O uso semanal médio neste experimento foi de cerca de 12 horas por semana.
VÍCIO OU DESORDEM MENTAL?
Há um debate em andamento entre médicos e pesquisadores sobre se o uso excessivo de videogames deve ser reconhecido como um vício e considerado como forma de desordem mental.
Os pesquisadores alemães descobriram que os usuários intensos exibem em seus cérebros diferenças estruturais em comparação aos que jogam pouco. Mas eles não foram capazes de dizer se essa diferença é causada pela ânsia de jogar ou por uma mudança ocorrida em decorrência do hábito.
Henrietta Bowden- Jones, da divisão de neurociência do Imperial College de Londres, disse que as descobertas são altamente relevantes para os clínicos porque "estreitam ainda mais o fosso" entre o videogame e outros vícios, dando aos especialistas uma compreensão melhor das opções de tratamento de longo prazo.
"O próximo e empolgante passo será determinar, assim como com outros vícios, se as diferenças volumétricas são uma causa do comportamente humano excessivo", disse ela.


Comentário: É importante, inclusive os pais que tem filhos que jogam bastante vídeo game, prestem atenção em informações como essas. Os jogadores que jogam mais jogos extraem mais deles do que os que não jogam tanto, devido a uma parte mais cinzenta no cérebro. Isso não é um problema, mas os jogadores de vídeo game ainda são tratados como viciados e como se não tivessem um cérebro tão ordenado.

Brasil produzirá combustível a partir de lodo de esgoto

O Brasil vai importar da Alemanha um processo de fabricação de combustível limpo --sem emissão de gases do efeito estufa-- que usa esgoto como matéria-prima.
O processo transforma os gases gerados na decomposição do lodo do esgoto em biometano, um tipo de GNV renovável, diferente do derivado de petróleo.
O sistema será implantado em uma estação de tratamento da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico de São Paulo) em Franca (a 400 km da capital) e deve começar a operar em março, ainda em caráter experimental.
O novo combustível já é usado em frotas organizacionais (públicas e privadas) na Europa há uma década. Mas, por aqui, passará por testes.
Orçado em R$ 6 milhões, o projeto é desenvolvido em parceria com a fundação Fraunhofer. A Alemanha repassará R$ 5,1 milhões e a Sabesp bancará R$ 900 mil.
O superintendente de inovação tecnológica da Sabesp, Américo de Oliveira Sampaio, diz que a planta a ser instalada em Franca produzirá 1.900 m³ de biometano por dia.
Cada m3 do gás equivale a um litro de gasolina e, por isso, o volume diário previsto para a unidade corresponde a 10% de todo combustível utilizado hoje pelos 5.057 veículos que compõem a frota da Sabesp no Estado.
"Essa produção inicial pode reduzir a emissão de CO2 em até 16 toneladas por ano", afirmou Sampaio.
Inicialmente, porém, o novo combustível será usado em 49 carros da companhia.
Se a experiência der certo, o biometano pode ser adotado em toda a frota da Sabesp.
MAIS TESTES
Antes, serão necessários três anos de estudos sobre a viabilidade e a logística para distribuição no Estado.
Apesar de produzido a partir do lodo de esgoto, o biometano não tem o cheiro ruim típico do esgoto.
Isso porque o processo de fabricação filtra o H2S (sulfeto de hidrogênio), responsável pelo odor de ovo podre e capaz de corroer o motor.
Também são retirados do gás os siloxanos, substâncias que formam crostas que podem entupir pequenas tubulações da máquina.


Comentário: A produção desse combustível pode ser muito importante, pois é limpo e não emite gases de efeito estufa. Se isso der certo, a emissão de gás carbônico pode diminuir em grande quantidade, mas ainda terão alguns anos de testes.

Ativistas defendem criação de reserva marinha na Antártida

Conservacionistas pediram na terça-feira a criação da maior área de proteção marinha do mundo no entorno da Antártida, antecipando a possibilidade de uma disputa internacional por suas águas, ainda intocadas.
Com os estoques pesqueiros ao redor do mundo aproximando-se rapidamente do esgotamento, a Aliança Oceânica Antártica instou à convenção internacional incumbida da gestão dos mares do sul que estabeleça uma ampla rede isenta de exploração.
"O problema no momento é que os recursos pesqueiros em todo o mundo sofrem uma pressão cada vez maior, [portanto] haverá nações pesqueiras mais distantes com a intenção de explorar os mares do entorno da Antártida", afirmou à AFP Steve Campbell, membro da aliança. "E elas vão fazê-lo legal ou ilegalmente", acrescentou.
Embora o continente esteja sob proteção desde 1991, Campbell afirmou que inexiste legislação semelhante que proteja suas águas, ricas em vida marinha, grande parte encontrada apenas naquela região do planeta.
DECISÃO COLETIVA
A Convenção para a Preservação dos Recursos Vivos Marinhos Antárticos, integrada por 25 países, deve decidir sobre uma rede de reservas marinhas até 2012.
Campbell disse que a aliança pede a criação de uma rede de reservas "em uma escala nunca feita antes em outro local do planeta por causa do enorme valor da Antártida para a ciência e a humanidade".
A zona de proteção proposta pela aliança, que abarcará o entorno do continente gelado e incluirá o mar de Ross, ajudará a preservar cerca de 10 mil espécies, incluindo pinguins-imperador, baleias minke, focas e lulas gigantes.
"Há muitos interesses nacionais isolados, penso que há grande interesse das indústrias aqui, mas eu não acho que possamos apontar um vilão", afirmou Campbell.
"Acho que temos um longo caminho a percorrer em termos de ação política para fazer isto acontecer", acrescentou. "No fim das contas, todos terão que contribuir."
A Antártida é vista como uma região crítica para o estudo das mudanças climáticas, uma vez que seu território gelado fornece dados valiosos sobre níveis de emissão de gases de efeito estufa e temperaturas.
Entre os membros da Aliança estão as organizações ambientalistas WWF (Fundo Mundial para a Natureza), Greenpeace e a Coalizão Antártica e do Oceano Austral.


Comentário: É importante a proteção dessa águas, grande parte intocadas ainda pelos seres-humanos e ricas em várias espécies marinhas. Se forem decididas essa proteção, o mundo poderá sobreviver de melhor forma ao aquencimento global e aos danos a biodiversidade.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Desmatamento na Amazônia cai 43% em setembro

O desmatamento na Amazônia caiu 43% em setembro comparado com o mesmo mês do ano passado. Os dados são do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e foram divulgados nesta segunda-feira pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
Segundo o sistema Deter, que detecta desmatamento em tempo real usando satélites, a devastação na região amazônica em setembro foi de 254 hectares, contra 448 hectares em 2010.
"É o menor [desmate em] setembro da história", disse a ministra, em alusão ao início da série de dados do Deter, em 2004. "Não tivemos um setembro negro, tivemos um setembro verde."
No acumulado de janeiro a setembro, o Deter viu empate técnico em relação ao mesmo período do ano anterior: 1.835 km2 em 2011 contra 1.862 km2 em 2010, uma queda de 1,5%. Mato Grosso e Rondônia foram os únicos Estados que mostraram uma elevação no período -- no caso matogrossense, de expressivos 72%.
A alta reflete a disparada no período de abril a maio, quando a perspectiva de uma anistia induzida pelo debate do Código Florestal na Câmara dos Deputados, aliada a uma lei de zoneamento benevolente em Mato Grosso, animou o setor produtivo a desflorestar.


Comentário: Isso é muito bom, pois mostra que o ser humano está mais consciente com o meio ambiente. E também que as leis mais rigorosas sobre o desmatamento estão funcionando e melhorando o bem estar do nosso país.

Estudo associa consumo de refrigerante a comportamento violento

O alto consumo de refrigerantes entre os adolescentes pode estar ligado a um comportamento mais agressivo, diz um estudo publicado na segunda-feira (24) pela revista "Injury Prevention".
A pesquisa observa que os adolescentes que bebem mais de cinco latas de refrigerantes não dietéticos são significativamente mais propensos a ter atitudes violentas, como portar armas e cometer agressões.
O estudo baseou-se em entrevistas com 1.878 adolescentes de 14 a 18 anos de 22 escolas públicas da cidade americana de Boston.
Os jovens foram classificados em duas categorias: "baixo consumo", até quatro latas por semana; e "alto consumo", mais de cinco latas por semana.
Um terço dos entrevistados ficou na categoria de "alto consumo". Eles foram perguntados sobre recentes comportamentos ou atitudes violentas com companheiros ou familiares e se portavam faca ou arma de fogo.
Essas atitudes foram avaliadas junto a outros fatores que poderiam influir nos resultados, como o gênero, consumo de álcool, de tabaco e as horas de sono.
O estudo constatou que 23% dos que bebiam uma ou nenhuma lata de refrigerante por semana responderam que tinham o hábito de portar armas. Já entre aqueles que bebiam mais de 14 latas por semana o número chegava a 43%.
A proporção daqueles que tiveram condutas violentas com os companheiros se elevava de 15% naqueles que quase não bebiam refrigerantes para 27% entre os que bebiam 14 ou mais por semana.
Como conclusão, os pesquisadores afirmam que os adolescentes que são altos consumidores deste tipo de bebida têm entre 9% e 15% mais propensão a apresentar condutas violentas.
"Pode haver uma relação direta causa-efeito, talvez devido ao conteúdo de açúcar ou cafeína nessas bebidas, ou pode haver outros fatores, não analisados ainda, que relacionem alto consumo de refrigerantes a agressão", indica o estudo.


Comentário: Muito importante sabe que mais de 5 latas de refrigerante por semana já é considerado "alto consumo", e as famílias deviam se preocupar com os adolescentes também, pois eles podem demonstrar um comportamento mais violento e isso deve ser observado.

Buraco na camada de ozônio chega a nível máximo nesta temporada

O buraco na camada de ozônio no hemisfério sul chegou a seu nível máximo anual em 12 setembro, ao alcançar 16 milhões de quilômetros quadrados, o 9º maior dos últimos 20 anos. As informações são da Nasa (agência espacial americana) e da Noaa (Administração Atmosférica e Oceânica dos EUA).
A camada de ozônio protege a vida terrestre ao bloquear os raios solares ultravioleta e sua redução adquire especial importância nesta época do ano, quando o hemisfério sul começa a ficar mais quente.
A Nasa e a Noaa utilizam instrumentos terrestres e de medição atmosférica aérea a bordo de globos e satélites para monitorar o buraco de ozônio no polo Sul, os níveis globais da camada de ozônio na estratosfera e as substâncias químicas artificiais que contribuem para a diminuição do ozônio.
"As temperaturas mais frias na estratosfera causaram neste ano um buraco de ozônio maior que a média", disse Paul Newman, cientista-chefe do Centro Goddard de Voos Espaciais da Nasa.
"Embora fosse relativamente grande, a área do buraco de ozônio neste ano estava dentro da categoria que esperávamos, dado que os níveis químicos de origem humana persistem na atmosfera", lamentou.
O diretor da divisão de Observação Mundial da Noaa, James Butler, afirmou que o consumo dessas substâncias que destroem o ozônio diminui pouco a pouco devido à ação internacional, mas ainda há grandes quantidades desses produtos químicos causando danos.
No entanto, a maioria dos produtos químicos permanece na atmosfera durante décadas.
A Noaa esteve monitorando o esgotamento do ozônio no mundo todo, incluindo o polo Sul, de várias perspectivas, utilizando globos atmosféricos durante 24 anos para recolher os perfis detalhados dos níveis de ozônio, assim como com instrumentos terrestres e do espaço.


Comentário: Esse é outro que os próprios humanos causam ao planeta Terra. E é um dano que nos prejudica bastante, pois sem a camada de ozônio estamos mais sujeitos à radiação solar, que pode ser imensamente nociva.

Ações humanas podem provocar terremotos, diz pesquisador

Não são somente as forças da Natureza que provocam terremotos. Há mais de meio século que projetos de engenharia vêm provocando terremotos, e a ocorrência é muito mais comum do que se pensa. A afirmação é do professor e pesquisador do Observatório Terrestre Lamont-Doherty, de Nova York, Leonardo Seeber.
Alguns dos sismos geraram catástrofes como o ocorrido em 1967, que estava associado à construção da represa de Koyna, na Índia, comenta Seeber. "Sem dúvida, este e muitos outros terremotos foram desencadeados pela ação humana."
Kimimasa Mayama/Efe
Estrada danificada por sismo no Japão, neste ano; terremoto pode ser provocado pela ação humana na Natureza
Estrada danificada por sismo no Japão, neste ano; terremoto pode ser provocado pela ação humana na Natureza
O pesquisador lembra que normalmente não é fácil diferenciá-los dos desastres naturais. "Os representantes das empresas responsáveis geralmente se recusam a admitir a responsabilidade e dificultam a obtenção de dados que comprovem essa influência'', afirma.
Até um pequeno aumento de pressão pode levar à ruptura de uma falha geológica, diz Seeber, e os seres humanos tendem a causar esse aumento de duas formas: alterando a pressão sobre a crosta, geralmente com a construção de lagos artificiais, que tornam a pressão maior, e com a exploração de pedreiras e campos petrolíferos, que a diminuem.
Seeber diz que é improvável que o processo de fratura hidráulica, que usa um grande volume de água, areia e substancias químicas para liberar gás natural de rochas compactas, desencadeie terremotos.


Comentário: É importante saber disso para termos um maior comprometimento com o que devemos e o que não devemos fazer, pois cada vez mais as ações humanas causam danos ao planeta e prejuízos para nós mesmos.

Animais estão encolhendo devido à mudança climática

Os efeitos da ação humana sobre o ambiente, que provoca a mudança climática, são conhecidos. Entre eles, pode-se citar o degelo acelerado no Ártico e a intensificação das chuvas e dos incêndios. Agora, cientistas analisam como os animais estão sendo afetados.
Um estudo recente, publicado na edição on-line "The American Naturalist", indica que as altas temperaturas podem fazer com que determinadas espécies "encolham". A consequência imediata é que a reprodução é comprometida, com menos crias nascendo, e uma provável alteração de toda a cadeia alimentar.
Essa relação entre o tamanho e as alterações na temperatura, já comprovada anteriormente, mas nunca explicada totalmente, afeta somente os animais de sangue frio --como insetos, crustáceos, peixes, anfíbios e répteis--, que dependem de fontes externas de aquecimento como a luz do sol para se manterem aquecidos.
A pesquisa foi feita com 34 tipos de crustáceos copépodes, pelo doutorando Jack Forster, da Universidade de Londres. Segundo ele, as criaturas diminuíram uma média de 2,5% para cada um grau Celsius elevado.
Forster diz que esse fenômeno mudaria a cadeia alimentar em duas frentes. Menores, os animais de sangue frio passariam a comer outras espécies.
Por sua vez, quem está acima deles na cadeia alimentar teria que gastar mais tempo procurando comida para obter a quantidade suficiente.
Ou seja, a codependência entre as espécies seria mudada e levaria um tempo para se adaptarem.


Comentário:Esse estudo é muito interessante para vermos que não somos os únicos afetados pelos nosso próprios atos que mudam o clima do planeta. Esses animais além de encolherem, tem dificuldades para a reprodução e para a alimentação.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Chip faz com que arma só dispare nas mãos do dono


Um pesquisador decidiu encontrar um meio radical -antes existente apenas na ficção científica- para diminuir a violência e os acidentes domésticos: um revólver que só dispara quando reconhece o microchip implantado na mão de seu dono.
O sistema funciona por meio de detecção por rádio. É o mesmo sistema usado, entre outras coisas, para reconhecer os cartões do metrô.
"É um método muito eficiente e, além disso, um dos mais seguros do mundo", afirma Mário Gazziro, professor da USP de São Carlos e criador do projeto, batizado de "arma inteligente".
Silva Junior/Folhapress
Mario Gazziro, professor da USP São Carlos, mostra o protótipo da arma



De acordo com ele, o revólver equipado com o sistema de detecção é capaz de disparar em velocidade semelhante à dos "comuns", o que permitiria, por exemplo, que fosse usado normalmente pela Polícia ou pelo Exército.
Fã de "paint ball", Gazziro uniu sua experiência nas partidas com uma ideia saída do filme "Distrito 9". No longa, as armas dos alienígenas não funcionam nas mãos dos humanos.
"Muitas vezes, as armas roubadas de quem tem porte ou mesmo de policiais são usadas contra seus donos em assaltos. Além disso, há cada vez mais acidentes com jovens que encontram as armas dos pais em casa. O sistema de identificação evitaria que isso acontecesse."
Para adaptar o conceito do filme à realidade, ele usou um microchip comum e já amplamente empregado nos Estados Unidos.
O dispositivo, pouco maior que um grão de arroz, tem um número único de identificação por radiofrequência. É por meio dele que o leitor na arma reconhece o dono.
"O procedimento para implantar o microchip é rápido e praticamente não há inconvenientes", diz o cientista.
E ele sabe o que está falando. Além de criador, Gazziro foi também a primeira cobaia de seu sistema.
IMPLANTE
Há um ano, ele se submeteu a uma microcirurgia com anestesia local -similar à usada para inserir implantes hormonais contraceptivos. O microchip foi colocado pouco abaixo do dedo mínimo.
O local é estratégico: tem um bom ângulo para o sistema de detecção da arma e também é uma área com alta concentração de gordura e poucos vasos sanguíneos.
RISCOS
Para ser usado no Brasil, o sistema de microchip precisa, primeiro, ser liberado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o que não tem previsão para acontecer. Nos EUA, o chip foi aprovado pelo FDA (órgão americano que regula alimentos e remédios) em 2004.
Como qualquer dispositivo eletrônico, o mecanismo está sujeito a fraudes. Mas a possibilidade de alguém clonar a identificação -a exemplo do que acontece com cartões de crédito- é remota.
"É possível, mas é realmente complicado e exige conhecimentos técnicos avançados. Um criminoso comum não teria esse tipo de habilidade", avalia Gazziro.

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/980665-chip-faz-com-que-arma-so-dispare-nas-maos-do-dono.shtml

Comentário: Está pesquisa é importante para que atentados e roubos não sejam realizados, pois se o o dono pode atirar, não vai adiantar para mais ninguém ter a arma.

Estudo que desafia Einstein sofre críticas


No clássico de humor "O Guia do Mochileiro das Galáxias", o escritor Douglas Adams afirma: "Nada no Universo ultrapassa a velocidade da luz. A única exceção são as más notícias, que obedecem a leis próprias".
A piada resume o clima de mal-estar com o qual a comunidade de físicos recebeu o anúncio de que partículas chamadas neutrinos teriam viajado mais rápido que a luz.
Ontem, físicos que conduziram a observação finalmente fizeram um anúncio oficial e tiveram de enfrentar o ceticismo dos demais cientistas.
No experimento Opera, um feixe de neutrinos (partículas eletricamente neutras e quase sem massa) foi produzido no centro de pesquisas nucleares Cern, em Genebra (Suíça), e enviado até um detector no Laboratório Nacional Gran Sasso, na Itália, a 730 km. Chegou lá 60 bilionésimos de segundo mais adiantado do que a luz.
E a notícia correu também mais rápido do que a ciência. O anúncio já havia se espalhado na imprensa anteontem, quando os autores do trabalho abriram o acesso na internet a um estudo ainda sem revisão independente.
NO TWITTER
Só ontem o Cern organizou entrevista coletiva com os físicos, com perguntas via Twitter e transmissão em vídeo. Dario Autiero, líder do estudo, mostrou seus resultados com algum esforço para contemplar uma audiência que incluía de jornalistas leigos a físicos veteranos.
Quando sua apresentação chegou ao vigésimo gráfico detalhando a metodologia do experimento, a plateia local começou a ficar inquieta.
Alguns físicos já reclamavam que seria preciso ser especialista em sincronização de relógios atômicos por GPS para tentar compreender como as medidas eram obtidas no experimento. Jornalistas questionavam se um aparato de laboratório tão complexo e tão cheio de peças não seria vulnerável a falhas.
Autiero tentou mostrar que seu grupo de pesquisa levou em conta margens de erro para todo tipo possível e imaginável de interferência. Os resultados, afirma ele, permanecem sólidos após seis meses de rechecagem.
"O sr. levou em conta a rotação da Terra?", perguntou um físico que se levantou na platéia. "Sim", respondeu.
Até a interferência causada por carros no túnel de uma rodovia no caminho dos neutrinos foi considerada.
"Conseguimos que uma das faixas da estrada fosse bloqueada por algum tempo, mas só teríamos obtido mais precisão nas medições com um bloqueio completo", disse Autiero. A polícia rodoviária italiana negou o pedido, mais preocupada com congestionamentos de carros do que com o excesso de velocidade de neutrinos.
No geral, os físicos presentes respeitaram a maneira como o pesquisador rebateu as críticas mais técnicas.
ELOGIO DE NOBEL
Por fim, Samuel Ting, Prêmio Nobel em Física de 1976, estava presente e parabenizou Autiero. "O experimento foi feito muito cuidadosamente, com os erros sistemáticos bem checados", disse.
Elogios à parte, poucos físicos teóricos ficaram satisfeitos. Muitos acham difícil crer que a relatividade especial, teoria de Einstein que foi desafiada continuamente por mais de cem anos e sobreviveu a todos os testes até agora, esteja errada num de seus aspectos mais fundamentais.
É mais fácil acreditar em algum problema em Gran Sasso do que reescrever toda a física do século 20.
Num evento em que jornalistas pareciam ter medo de entrar na discussão, coube a um representante do Instituto de Física do Reino Unido fazer a pergunta mais constrangedora: "Vocês têm medo de passar ridículo caso se descubra que tudo isso se deve a um erro sistemático?".
Autiero respondeu, indiretamente, à pergunta. "Apesar de nossas medidas terem baixa incerteza sistemática e alta precisão estatística, e de nós termos alta confiança em nossos resultados, estamos ansiosos para poder compará-los com outros experimentos", ponderou ele.
Especulações teóricas sobre como explicar a anomalia dos neutrinos já surgiram ontem, apesar do ceticismo. A mais popular sugere que as partículas teriam atravessado uma dimensão oculta do espaço, pegando um "atalho" para chegar mais cedo.
Nenhuma teoria anterior, porém, havia previsto esse tipo de fenômeno.

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/980412-estudo-que-desafia-einstein-sofre-criticas.shtml

Comentário: Isso mostra que as descobertas de Einstein ainda são muito protegidas por alguns historiadores, e quem o desafia, está desafiando toda uma história. Antes de ser criticado, deve ser pelo menos avaliado.

Telescópio espacial Kepler descobre planeta com dois sóis


Um planeta com dois sóis é a descoberta mais nova do telescópio espacial Kepler, da Nasa (agência espacial americana). Em um estudo publicado nesta quinta-feira, cientistas mostram como é o novo astro, com tamanho similar a Saturno.
O novo corpo celeste fica no sistema estelar batizado de Kepler-16, na região da constelação da Lira. Suas duas estrelas mães têm tamanhos diferentes; uma possui massa equivalente a 70% o tamanho do Sol e a outra, menos brilhante e de espectro mais avermelhado, de 20%.

Sistemas binários, como são conhecidos esses pares de estrelas, são comuns na nossa galáxia e teóricos já havia postulado a possibilidade de planetas orbitarem ao seu redor. Esta, porém, é a primeira vez que astrônomos descrevem isso sem margem de dúvida.
A descoberta do novo planeta foi possível porque o telescópio Kepler observa sua órbita de perfil, e é capaz de perceber a tênue queda de luminosidade cada vez que o planeta eclipsa uma das duas estrelas.


O planeta, porém, está longe demais para que os astrônomos consigam enxergar seu contorno diretamente.
Batizado de Kepler-16b, o planeta faz a luminosidade do sistema sofrer uma queda de 1,7% durante o eclipse da estrela maior e de 0,1% durante o eclipse da estrela menor.
O Kepler, que monitora mais de 150 mil estrelas na região, é o único telescópio com sensibilidade suficiente para detectar variações tão pequenas e capaz de acompanhá-las sem interrupções.
O novo planeta foi observado em todo o seu "ano" e cientistas conseguiram determinar que o raio médio de sua órbita é de aproximadamente 100 milhões de quilômetros, dois terços da distância entre o Sol e a Terra.
Para confirmar a descoberta, porém, astrônomos precisaram encarar um desafio bem mais complexo, pois não tiveram de estudar apenas a órbita do novo planeta, que dura 229 dias.
As estrelas A e B também exercem força gravitacional entre si e mudam de posição o tempo todo em relação ao centro do sistema. Isso fez com que os períodos de órbita detectados pelos cientistas em um primeiro momento variassem entre 221 dias e 230 dias, um dado difícil de interpretar.
DANÇA A TRÊS
A relação gravitacional entre três objetos celestes --desafio conhecido pelos físicos como o "problema dos três corpos"-- ainda é um problema para o qual não existe solução geral.
Quando se estudam apenas dois objetos interagindo no espaço, a exata posição de cada um deles pode ser prevista no futuro simplesmente por meio da medição de sua trajetória e aplicação de uma fórmula. A inclusão de um terceiro corpo na equação, porém, torna tudo imprevisível.
"A atração gravitacional de cada estrela ao terceiro corpo varia com o tempo em razão das mudanças de posição dos três corpos", escrevem os cientistas em estudo na edição de hoje da revista "Science". O trabalho foi coordenado pelo astrônomo Laurance Doyle, do Centro Carl Sagan para Estudos da Vida no Universo.
Para lidar com o problema de medir a configuração orbital de um planeta mais duas estrelas, os cientistas tiveram de criar uma simulação do movimento dos astros. Usando um computador e um modelo matemático complexo para prever o comportamento do sistema de maneira aproximada, os pesquisadores conseguiram reproduzir a dança celeste em Kepler-16 com grande precisão.
O cenário que inicialmente se apresentou como desafio aos cientistas, afinal, acabou se apresentando como vantagem: um número maior de interações gravitacionais permitiu aos pesquisadores calcular com grande precisão a massa e o tamanho das estrelas, algo que nem sempre é possível em sistemas binários sem planetas.
Os astrônomos, por fim, conseguiram determinar a massa do planeta como sendo similar à de Saturno. Kepler-16b, porém, é um pouco mais denso, sendo composto provavelmente metade de gás e metade de elementos em forma sólida. (Saturno tem 2/3 de sua massa na forma de gás).
TATOOINE
Fãs da série de filmes "Guerra nas Estrelas" podem se perguntar se a recente descoberta não seria uma encarnação de Tatooine, planeta ficcional com dois sóis onde o personagem protagonista da série, Luke Skywalker, cresceu.
Kepler-16b, porém, teria uma atmosfera muito mais espessa e escura do que a de seu companheiro imaginário, e temperaturas gélidas que chegam a -100 ºC. Provavelmente incapaz de abrigar vida e em nada parecido com o deserto ensolarado de Tatooine.

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/975785-telescopio-espacial-kepler-descobre-planeta-com-dois-sois.shtml

Comentário: Esta notícia mostra que as pesquisas estão muito mais avançadas, principalmente as que envolvem o espaço sideral. E descobrir um planeta com dois sóis é uma grande coisa, que podem levar a muitas outras descobertas.


Equipe desencalha bebê baleia e ele volta para a mãe

Uma equipe de resgate conseguiu desencalhar, e devolver para a mãe, um filhote de baleia preso na lama na praia de Immingham Docks, no leste da Inglaterra.

A operação durou sete horas e foi cercada de tensão. O cetáceo, com cerca de de nove metros de comprimento, estava com cerca de dois terços do corpo sob a lama, e a maré, que subia, ameaçava cobrir de água o orifício de respiração do filhote, o que causaria seu afogamento.
Cerca de 50 bombeiros, salva-vidas e especialistas participaram do resgate.
Por meio de grande esforço, a baleia bebê conseguiu se liberar e nadar, de volta com a mãe, para o mar do Norte.


Comentário: Isso é importante, pois mostra que ainda tem gente que se disponibiliza para ajudar mesmo sabendo que não vai receber nada em troca. E a baleia bebê e sua mãe puderam voltar pro mar.

Crescimento do cérebro de bebê de chimpanzé é similar ao humano


Muitas das capacidades mentais humanas, como a criatividade e a moralidade, estão ligadas a um crescimento da porção pré-frontal do cérebro após o nascimento. Pesquisadores japoneses descobriram que um processo semelhante também ocorre entre os chimpanzés.
O estudo, publicado na revista científica "Current Biology", é o primeiro a acompanhar o tamanho do cérebro de chimpanzés ao longo do desenvolvimento e compará-lo com o de humanos.
Os pesquisadores descobriram que o córtex pré-frontal dos chimpanzés é imaturo após o nascimento e se desenvolve lentamente, ainda sem atingir o volume de adulto na puberdade.
"Ambos, humanos e chimpanzés, estão sujeitos à influência das experiências na formação das conexões neurais pré-frontais", diz um dos responsáveis pela pesquisa, Tetsuro Matsuzawa, da Universidade de Kyoto.
A comparação com o desenvolvimento da área pré-frontal em humanos também mostra diferenças. O crescimento dessa área no nosso caso é mais rápido.
"Isso pode estar relacionado a diferenças cognitivas entre as duas espécies, como interações sociais complexas", disse à Folha Patrícia Izar, primatóloga da USP.
A predisposição para a aprendizagem, graças à maturação mais lenta do pré-frontal na infância, já devia existir no ancestral comum.

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/969507-crescimento-do-cerebro-de-bebe-de-chimpanze-e-similar-ao-humano.shtml

Comentário: Isso é muito interessante, pois mostra que temos muitas semelhanças com os macacos. Inclusive, ressalta os fatos de eles serem muito inteligentes.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Cientistas abrem caminho para vacina efetiva contra hepatite C

Uma equipe de cientistas europeus conseguiu produzir pela primeira vez em animais "anticorpos neutralizantes" do HCV (vírus da hepatite C), que abrem caminho para a elaboração de uma vacina contra a doença, comunicou o CNRS (Centro Nacional de Pesquisa Científica) da França nesta quarta-feira.
No estudo publicado na revista americana "Science Translational Medicine", os pesquisadores explicam que utilizaram uma nova estratégia baseada no desenvolvimento de estruturas similares às partículas do vírus, mas que não são perigosas porque não contêm material genético e não permitem sua expansão.
A novidade deste processo, segundo o comunicado, residiu na criação de pseudo-partículas virais quiméricas construídas com fragmentos de dois vírus diferentes, neste caso, um "retrovírus" de rato coberto com proteínas do HCV.
Graças a este processo, os cientistas, liderados pelo pesquisador David Klatzmann, observaram pela primeira vez em ratos e macacos a produção de anticorpos neutralizantes desse vírus.
Também pela primeira vez os anticorpos desenvolvidos tiveram uma atividade de amplo espectro, ou seja, foram capazes de neutralizar diferentes subtipos do HCV.
O CNRS ressaltou que esta tecnologia pode ser aplicada no desenvolvimento de vacinas contra outras infecções, como o vírus da Aids, dengue e o VRS (vírus respiratório sincicial), principal agente infeccioso da população infantil, causador da bronquite e outras doenças.
A hepatite C é uma inflamação do fígado que, no pior dos casos, pode provocar insuficiência hepática ou câncer de fígado, e é transmitida quase sempre por exposição a sangue contaminado, que pode acontecer em casos de transfusões de sangue ou pelo uso de seringas infectadas.
Segundo o CNRS, a doença é um grande problema de saúde pública, uma vez que cerca de 200 milhões de pessoas estão infectadas no mundo e em algumas regiões a taxa de infecção atinge de 10% a 30% da população.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) calcula que se não houver uma intervenção rápida para conter sua propagação, a mortalidade causada pela hepatite C poderia superar à provocada pelo HIV, já que os tratamentos existentes são muito caros e pouco acessíveis para os países do sul.


Comentário: Além de ser uma importante produção de anticorpos para prevenir contra o HCV (vírus da hepatite C), a tecnologia usada no desenvolvimento dessa vacina pode ajudar o desenvolvimento de anticorpos contra outras doenças importantes.

Perda de memória na velhice pode ser recuperada, diz estudo

A perda de memória na velhice pode ser recuperada se atender as necessidades moleculares dos circuitos neurais, segundo especialistas norte-americanos que estudaram a atividade dos neurônios de primatas.
Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Yale, liderados por Amy Arnsten, avaliaram as respostas de seis macacos jovens, de média idade e velhos, de acordo com as tarefas atribuídas pelos cientistas para medir a memória a curto prazo.
Segundo a publicação dos analistas na última edição da revista "Nature", nos macacos de idade avançada faltou o constante disparo de neurônios no córtex pré-frontal (PFC), uma área do cérebro muito importante para o funcionamento da memória.
Essa redução dos níveis de disparo de neurônios pode ser contornada se conseguir situar o PFC em um meio ambiente neuroquímico bom como o encontrado nos macacos mais jovens.
Assim, a integridade fisiológica dos neurônios velhos pode ser restabelecida se forem atendidas as necessidades moleculares dos circuitos neurais, segundo os cientistas.
Arnsten lembra que o funcionamento da memória é importante para as tarefas diárias, inclusive para planejar coisas com tempo e para a aprendizagem.
No processo de envelhecimento habitual, essas funções diminuem, o que acarreta problemas cognitivos como o esquecimento e a distração.
Para observar as alterações fisiológicas, Amy Arnsten e seus colegas gravaram as tarefas atribuídas aos macacos e descobriram que a resposta dos padrões de ativação dos neurônios do PFC à apresentação dos sinais não variavam com a idade.
No entanto, o disparo de neurônios durante o período de atraso --o tempo entre a apresentação de um sinal e a resposta-- mostrou uma grande redução com a idade.
Contudo, esses neurônios podiam ser parcialmente restabelecidos aos níveis de disparo de jovens adultos quando os analistas bloqueavam dois circuitos neurais específicos nos neurônios do PFC.


Comentário: O estudo com os macacos mostrou que o que se reduz com a idade é o tempo entre a apresentação de um sinal ao cérebro e uma resposta, mais esses neurônios podem ser parcialmente restabelecidos.

Filhotes de urso-polar morrem mais ao migrar, diz estudo

A mortalidade de filhotes de urso-polar que são obrigados a nadar longas distâncias com suas mães devido ao degelo do Ártico aparentemente é maior do que entre aqueles que não migram.
O estudo recente, produzido pela organização ambientalista World Wildlife Fund, é o primeiro a mostrar a migração como um fator de grande risco às espécies mais jovens.
Satélites foram usados para acompanhar 68 ursas-polares equipadas com colares GPS, entre 2004-2009, que tiveram de nadar longas distâncias.
Durante o tempo em que permaneceram com o GPS, 11 ursas que nadaram por muito tempo tiveram crias. Destas, cinco perderam os filhotes durante a travessia. Ou seja, uma mortalidade de 45%. No grupo de ursas que não migraram, o índice caiu para 18%.


Os ursos-polares caçam, alimentam-se e procriam no gelo ou em terra, e não são criaturas aquáticas.
"Eles são como nós", diz o coautor do estudo, Geoff York. "Eles não podem fechar as passagens nasais em águas tempestuosas."



Além disso, os jovens não possuem gordura suficiente para se manterem por muito tempo em águas frias, alerta Steve Amstrup, um ex-cientista que trabalhou no instituto de pesquisas geológicas dos EUA, o U.S. Geological Survey.
A extensão de gelo no mar do Ártico, em junho, era o segundo mais baixo desde 1979, de acordo com o Centro Nacional de Neve e Gelo, que realizou a medição.

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/945316-filhotes-de-urso-polar-morrem-mais-ao-migrar-diz-estudo.shtml

Comentário: Isso mostra que além de todos os problemas que o degelo do ártico trás para o nosso planeta, ainda existe essa estatística de que os ursos polares que são obrigados a migrar devido ao derretimento dos lugares que eles habitam tem maior mortalidade, até mesmo antes de nascerem.

Italianos desenvolvem vacina que desarma 300 tipos de meningite

Pesquisadores italianos da Universidade de Florença e da Novartis estão perto de desenvolver uma vacina contra a meningite que protege contra mais de 300 cepas do meningococo B, bactéria que é a principal e mais perigosa causadora da doença.
A meningite --inflamação das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal-- pode ser causada por vários agentes, entre vírus e bactérias. Para alguns deles já existe vacina, mas não para o meningococo B.
A imunização de ampla proteção tem sido um desafio para os cientistas devido às muitas variedades da bactéria em circulação.
A pesquisa, publicada na "Science Translational Medicine", testou 54 imunógenos --substâncias externas que desencadeiam uma resposta imune do organismo.
Após testes em camundongos, os oito com melhor desempenho com diferentes cepas foram selecionados.
O mais eficiente, batizado de G1, foi capaz de gerar imunidade contra mais de 300 cepas da bactéria, um resultado considerado muito expressivo pelos cientistas.
Segundo eles, esse imunógeno poderá ser usado para, em breve, criar uma vacina de amplo espectro contra a doença.
A mesma "engenharia" também serviria para desenvolver imunizações para outras doenças, como a Aids.


Comentário: Esses estudos mostram que existe sim uma forma de imunização para certas doenças que ainda não se sabia. Além de desarmar 300 tipo de meningite, a mesma engenharia ainda pode trazer forma de imunização para outras doenças, coimo a aids, o que ajudaria mais ainda.

Vazamento de petróleo no Mar Amarelo pode causar danos a longo prazo

Os dois vazamentos de petróleo da estatal chinesa CNOOC na baía de Bohai, no Mar Amarelo, podem ser muito prejudiciais para a região a longo prazo, segundo especialistas citados pela agência oficial Xinhua.
"Devido ao frágil meio ambiente de Bohai --um mar fechado com limitada capacidade de "autolimpeza"--, o impacto do vazamento pode ser muito complicado", destacou Cui Wenlin, responsável de controle ambiental na Administração Oceânica Estatal da China (SOA).
Outro encarregado da SOA (que gerencia as águas territoriais do país), Wang Bin, lembrou que "a influência de um vazamento de petróleo em um ecossistema oceânico é longa e lenta".
Nesta terça-feira, o órgão reconheceu que os vazamentos causaram uma maré negra de "pelo menos 840 quilômetros quadrados", uma área consideravelmente maior que os 200 metros quadrados inicialmente declarados pela petrolífera estatal CNOOC, co-proprietária da área onde aconteceram os acidentes nos dias 4 e 17 de junho.
Nos últimos dias, a CNOOC recebeu fortes críticas por supostamente ter ocultado o acidente - seu primeiro comunicado oficial foi apenas em 1º de julho. Nesta terça-feira, a petrolífera estatal culpou a sua sócia ConocoPhillips pelo acidente, já que a empresa americana é a encarregada das prospecções nas jazidas exploradas em Bohai.
A CNOOC e a ConocoPhillips são sócias conjuntas na jazida Penglai 19-3, onde houve um dos vazamentos.
A SOA informou que 70 metros cúbicos de água misturada com petróleo cru foram limpos na zona afetada, mas "uma pequena quantidade" de óleo continua na superfície.
O órgão também destacou que embora a lei chinesa estabeleça que as multas por contaminação marinha em projetos petrolíferos estejam fixadas em 200 mil iuanes (US$ 30.770), as autoridades estudam a possibilidade de aplicar uma quantia "muito maior" à ConocoPhillips.
A CNOOC publicou nesta quarta-feira um comunicado insistindo que os vazamentos estão "controlados" e que a empresa americana é a responsável pelo "trabalho diário" nas plataformas onde ocorreram os acidentes.
A petrolífera chinesa acrescentou que, apesar de não ter responsabilidade direta nos incidentes, tomou medidas para reduzir sua gravidade, embora os trabalhos de limpeza correm a cargo da ConocoPhillips.


Comentário: Muita água foi poluída e por ser mar fechado dificulta a auto limpeza, mas trabalhos de limpeza e de redução da gravidade do problema já começaram, pois isso pode trazer muitos estragos ao ambiente e as pessoas que moram perto da costa.

Ibama flagra uso de aviões em desmatamento na Amazônia

O Ibama identificou uma área de floresta amazônica, do tamanho de 180 campos de futebol, destruída pela ação de herbicidas.
A terra, que pertence à União, fica ao sul do município amazonense de Canutama, na divisa com Rondônia. O responsável pelo crime ambiental ainda não foi identificado pelo órgão.
Em sobrevoo de duas horas de helicóptero, na segunda semana de junho, analistas do Ibama observaram milhares de árvores em pé, mas desfolhadas e esbranquiçadas pela ação do veneno.
Encontraram também vestígios de extração de madeira por motosserras e queimadas, práticas usadas para limpar o terreno. Especialistas dizem que os agrotóxicos, pulverizados de avião sobre as florestas nativas, matam as árvores de imediato, contaminam solo, lençóis freáticos, animais e pessoas.
Anteontem, a Folha informou que o Ibama apreendera quatro toneladas de agrotóxicosque seriam usados para esse fim. Até agora, o único registro de uso dessas substâncias em desmatamentos no Estado era de 1999.
O Ibama de Rondônia, por sua vez, afirma que, em 2008, flagrou uma área de cinco hectares destruída por herbicidas na região de São Francisco do Guaporé.


Comentário: Com esse monitoramento o Ibama pode fiscalizar e fazer apreensões como essas para o desmatamento não continuar avançando por toda nossa floresta.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Usar maconha antes dos 15 anos reduz memória em até 30%

O uso de maconha antes dos 15 anos --quando o cérebro ainda está em processo de amadurecimento- prejudica a capacidade de recuperar as informações, reduzindo a memória dos usuários em até 30%.
Os danos são proporcionais à quantidade de droga usada: quanto mais se fuma, maiores são os estragos. E eles persistem mesmo se houver um período de abstinência de um mês.
Os resultados são de uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo apresentada no 7º Congresso Anual de Cérebro, Comportamento e Emoções, em Gramado (RS).
"Os usuários precoces têm resultados significativamente inferiores também em outras áreas, como a capacidade de controlar seus impulsos", diz a neuropsicóloga Maria Alice Fontes, uma das autoras do trabalho.
Se o uso se inicia após os 15 anos, no entanto, as chances de prejuízo nessas funções diminui.
"Não é que seja o consumo da maconha fique seguro, longe disso. Mas ele se torna menos nocivo, porque o cérebro já passou dessa etapa de desenvolvimento", afirmou a pesquisadora.
O estudo foi publicado na última edição do "The British Journal of Psychiatry".


Comentário: Esse estudo mostra que os jovens menores de 15 anos que usam maconha podem ter prejuízos maior em alguma funções cerebrais e mais dificuldades para controlar seus impulsos, do que uma pessoa maio do que 15 anos. Assim como a quantidade de maconha usada, que também define o tamanho dos estragos causados. Quantos mais estudos relacionados a isso tiver, mais os jovens se darão conta de como usar a droga só o prejudicará.

Proteína do olho humano age como 'bússola', sugere estudo

Um estudo realizado por cientistas nos Estados Unidos sugere que uma proteína presente no olho humano pode atuar como uma "bússola" que ajuda as pessoas a se orientarem em relação ao campo magnético da Terra.
No experimento, os pesquisadores da Universidade de Massachusetts (EUA) retiraram de moscas Drosophila melanogaster proteínas chamadas criptocromos, que cientistas já haviam associado à sensibilidade que a mosca e outros animais --como aves migratórias-- têm ao campo magnético terrestre.
Sem as proteínas, as drosófilas não manifestam a habilidade de navegação com base no campo magnético. Mas elas voltaram a ter essa capacidade quando receberam as proteínas retiradas do olho humano.
A pesquisa, liderada pelo cientista Steven Reppert e divulgada na publicação científica "Nature Communications", reacende a discussão. Os humanos, assim como moscas e aves migratórias, também são sensíveis ao campo magnético da Terra no que se refere à orientação.
BÚSSOLA HUMANA
As proteínas criptocromo estão presentes, em uma de suas duas variedades principais em cada animal do planeta: a criptocromo-1, produzida pela Drosophila melanogaster e a criptocromo-2, pelos humanos. Uma de suas funções é relacionada ao chamado "relógio biológico" humano e de outras espécies.
Também já era conhecida a faculdade da proteína de regular a orientação de animais. A grande descoberta da pesquisa atual é que essa proteína presente nos humanos cumpriu a mesma função quando transplantada nas moscas.
Nos anos 1980, um estudo do cientista Robin Baker, da Universidade de Manchester, na Inglaterra, concluiu por meio de experimentos com milhares de voluntários que os humanos são, sim, sensíveis ao campo magnético da Terra.
O mecanismo que define essa sensibilidade e permite a orientação nunca foi, no entanto, descoberto. Nos anos seguintes, outros pesquisadores repetiram os experimentos, mas chegaram a conclusões contraditórias.
Ainda que já se saiba que a proteína criptocromo está por trás do senso de orientação em animais, ainda não se conhece o seu mecanismo exato de funcionamento.
Segundo Steven Reppert, a dificuldade maior em provar que os seres humanos também têm sensibilidade aos campos magnéticos do planeta é que nós não nos darmos conta se isso acontece ou não.
"Eu ficaria muito surpreso se não tivermos esse sentido [sensibilidade ao campos magnéticos da Terra]", diz o cientista. "Ele ocorre em vários outros animais. Acho que a questão é mostrar como usamos isso."


Comentário: Esse estudo sugere que o olho humano recebe uma proteína que possibilita o uso como se fosse uma bússola, permitindo o ser humano a se orientar.

EUA testam células-tronco em humanos para tratar cegueira

Um total de 24 pacientes se inscreveram para se submeter aos primeiros testes clínicos para tratar dois tipos de cegueira com células-tronco, anunciou a companhia ACT (Advance Cell Technology) de Massachusetts.
A FDA (agência de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos) deu luz verde há alguns meses para iniciar os testes clínicos que tratarão uma forma de cegueira juvenil conhecida como doença de Stargardt, além da perda da visão por degeneração macular relacionada com a idade, uma das principais causas de cegueira em maiores de 50 anos.
Agora que os primeiros pacientes se inscreveram, os testes começarão "em um futuro muito próximo", disse um porta-voz da ACT.
"Estes testes marcam um passo significativo para um dos campos menos desenvolvidos e mais necessitados do nosso tempo, o tratamento de uma forma até agora incurável de cegueira e para as formas comuns de cegueira", disse o líder das pesquisas, Steven Schwartz, da Universidade da Califórnia.
As células-tronco embrionárias são células mestras do corpo, capazes de gerar todos os tecidos e órgãos. Seu uso é controvertido porque muitas pessoas se opõem à destruição de embriões.


Comentário: O aprofundamento nas pesquisas das células tronco é um passo muito importante para a ciência, pois se os testes derem certos, muitas pessoas que tem problemas, antes considerados incuráveis, agora tem um chance de recuperação. O tratamento da cegueira é um exemplo disso.